Vamos seguir em frente?

Nos dias de hoje vivemos uma avalanche de notícias ruins e pesadas diariamente. Tragédias, acidentes, mortes, guerra… E o acesso às mídias nos faz ter acesso instantâneo a tudo isso. Com detalhes em todos os ângulos possíveis. E além da própria notícia, somos bombardeados pelos desdobramentos tristes do fato em si: os choros, os problemas gerados, a aflição generalizada. Somos levados a sofrer junto com o próximo (pelos menos quem tem um pouco de empatia no coração). Além das nossas dores pessoais, vivemos as dores coletivas.

Durante a pandemia vivemos em um ambiente negativo de forma absurda. Notícias de cidades fechadas, hospitais lotados, gráficos com o aumento do número de mortes em cada cidade. O medo instalou-se e ser positivo era considerado alienação da realidade. Não havia vacina, remédios, nada pra prevenir o inevitável: a contaminação que poderia matar.

Apesar de hoje a pandemia parecer controlada e a vacina ter chegado a todos, o resquício de todo o sofrimento parece ainda estar no ar. O número de pessoas mentalmente doentes aumentou consideravelmente e uma simples gripe ainda causa angústia e preocupações em excesso.

Precisamos fazer algo urgente: transformar as dores do passado em lições para o futuro. O que podemos aprender com o que vivemos? Cada um deve tirar sua própria lição para viver daqui pra frente de forma diferente. Sem deixar que aqueles momentos de angústia e aflição continuem fazendo parte do seu dia a dia. Os medos gerados precisam se tornar apenas lembranças e lições aprendidas. Se isso não for feito, podemos adoecer e nos entristecer de modo a não conseguir enxergar a vida de uma forma positiva.

É evidente que as pessoas devem se informar, saber o que anda acontecendo no mundo, mas fixar-se nas notícias ruins ou no medo gerado pela pandemia pode impedir o ser humano de ter fé, alegria e esperança na vida. Todos os dias nascem crianças, plantas brotam, a natureza se renova, alimentos desabrocham… Sendo assim, o novo instala-se continuamente. E o novo pode ser melhor. As situações podem ser mais positivas; o bom e o bonito podem prevalecer. Porquê, então, pensar negativo? Há que se ter esperança, diria o poeta. “A esperança é a última que morre” ou “Enquanto há vida há esperança” são ditados populares que mostram uma verdade: precisamos ter fé. A fé nos faz caminhar e é o melhor combustível para carregar nossa vida.

Muitos acham que a fé é algo religioso, que tem a ver com uma igreja específica. Não. A fé é crer que existe algo maior do que nós. Algo perfeito e cheio de amor que ganha nomes diversos de acordo com as crenças específicas. Pra mim é Deus. É Ele quem faz o mundo girar e a vida florescer. Tudo em perfeita harmonia. A fé nos faz acreditar em Deus, em nós mesmos e no mundo em que vivemos. Sendo assim, caminhamos em busca do melhor possível em todas as situações. E porquê não?



Carioca apaixonada pelo mar e pelas montanhas, hoje vive em Belo Horizonte e é mineira de coração. Ama livros, literatura, cinema e música. Vive uma busca constante em aprender e explorar o mundo, mas cada vez mais se volta para o autoconhecimento e a autocura. Escreve desde sempre: crônicas, resenhas, artigos literários e artigos diversos. Já foi revisora de livros e professora. Agora dedica-se a ler e escrever.

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