Um Ensaio da Moral e Política, por Chesterton

A moral e a política andam juntos, isso é um fato! Pois bem, minhas decisões partidárias influênciam tanto na minha conduta quanto na minha moral. Pensando nisso, quero trazer um pensamento de um católico fervoroso exemplo para os conservadores e todos aqueles que tem valores de uma conduta cristã, moral e ética na vida: G. K. Chesterton.
Pois bem, no Livro Ortodoxia -interpretação, doutrina ou sistema teológico implantado como único e verdadeiro pela Igreja; dogmatismo religioso.-, Chesterton no capítulo chamado de A Ética da Elfolândia, vai elabora um questão importante sobre Moral, ética e política. De fato, a política influência na nossa conduta, pois a partir do momento que decidimos aderir a ideias para o bem que achamos ser um bem comum, mesmo prejudicando uma minoria ou maioria de forma imoral, é imoral e antiético. A política se trata disso? Claro! De forma integral? Claro! Ideais são o que mantém o ser humano em estágio pleno de moralidade. A cerca disso, Chesterton vai declarar: “Eles disseram que eu deveria abrir mão de meus ideais e começar a acreditar nos métodos dos políticos práticos. Mas não abrir mão dos meus ideais nem um pouco; minha fé nos fundamentos é o que sempre foi. Abri mão, isso sim, da minha antiga fé na política prática.”
Pois bem, o texto é completo e até poderíamos parar por aqui pois ele (o texto) é auto explicativo. Contudo, é necessário ressaltar alguns ponto desse parágrafo, um deles seria:” Eles disseram que eu deveria abrir mão de meus ideais e começar a acreditar nos métodos dos políticos práticos.”, percebe-se aqui, que, segundo o próprio Chesterton, confiar na política prática requer, de forma radical, abrir mão de alguns ideais para começar a por “fé”, se assim podemos dizer, na política. Isso fica claro quando ele diz, mais abaixo: “A visão é sempre um fato. A realidade sim, é que muitas vezes é uma fraude.”.
Vamos a um ensaio: Imaginemos duas hipóteses;
1. O político declara que deve comprar a maioria dos parlamentares para passar seus projetos, pois, segundo ele, os projetos ajudarão à população. Alguém que se diz contra o crime, corrupção e etc, mas, no fim, apoia o político que tem um ideal como esse, a pessoal mantêm sua conduta, ética e moral irrepreensíveis?
2. O político pretende colocar o seu país acima de tudo, como o dito alemão, visando claro o crescimento não só econômico do país, mas o crescimento em sustentabilidade e diversidade, mas para fazer isso será necessário tirar 2x mais impostos da população, oprimindo o trabalhado e o microempresário e colocando em prática leis que apertam um pouco a liberdade e o direito natural, me pergunto, alguém que se diz um defensor da liberdade, moral, a não opressão do trabalhado, mas mesmo assim pretende fazer campanha e buscar voto para esse político pois, apesar de seus métodos serem ruins, a finalidade desses métodos terá uma causa boa. Te pergunto, esse ser é um ser moral ou não?
Não precisamos raciocinar muito para dizer que nem um desses dois seres, que dizem ser morais, deixaram seus ideais moralistas de lado para acreditar nas práticas políticas. É esse o pensamento de Chesterton a cerca da política, ou seja, é impossível ter uma moral a ser defendida acreditando na política prática, em um complemento, Chesterton vai declarar que desistiu da política para manter seus ideais e diz “Abri mão, isto sim, da minha antiga fé infantil na política prática. Estou ainda tão preocupado como sempre estive com a batalha do Armagedon -Evento que antecedera o retorno de Jesus Cristo-, mas não estou não preocupado com as Eleições em Gerais.”
Por fim, entendemos de forma simples que a política e moral caminhas juntas, mas para que eu não fira nem um das duas, é necessário escolher um caminho desses a ser segudo: Ou eu caminho para a política e esqueço meus valores morais, ou caminho para os meus valores morais e esqueço a política.
Essa é as duas pilulas, por assim dizer, da matrix que é a Política e Moral.


Ativista Politico e Estudante De História

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