Sozinho na dor

Sozinho na dor
Os desejos invadem meus sentidos
Levando-me aos céus
Estou sozinho.
Desprovido de sentidos
Continuo sozinho
Enquanto a solidão me abraça.
Aos invisíveis olhos do mundo
A solidão é demorada, intensa e profunda
Desejos vêm me excitar.
Excitam-me para que eu olhe ao meu redor
Porém, só observo dor
Corro urgentemente para os braços da demorada solidão.
Desejos do olhar, são odiosamente insistentes
Estou lutando uma batalha perdida
Não tenho controle algum sob meus sentidos.
Invisíveis são os olhares que fazem parte deste mundo
Desejos, estranhamente, flertam com a dor
Acolho-os, sofregamente, em meio a solidão.


Carlos de Campos nasceu em 1980 em Biritiba Mirim, São Paulo. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-o, poeticamente, através do seu minucioso olhar. Autor do Livro Enquanto a solidão me abraça https://caravanagrupoeditorial.com.br/

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