Sobre tranças desgrenhadas

Normalmente, eu não falo pontualmente de algum assunto macropolítico por um motivo simples: princípios. Do que adianta debater sobre o sintoma e não resolver a causa? É perda de tempo. Logo, é perda de vida. E vida é sagrada. Sempre.

Invariavelmente, todos sabemos as causas dos males que nos afligem, mas, aparentemente, não há nenhum tipo de interesse em dar uma solução nas mesmas. Quer por ignorância, quer por covardia, ou então por oportunismo.

Tendo isso em mente, eu foco na picopolítica. A menor parte que cada um possa fazer para melhorar a própria vida, de sua família e até de sua vizinhança. Afinal, de vizinhança em vizinhança, melhora-se uma comunidade, um bairro, uma cidade.

Eu não gasto neurônios e digitais escrevendo textões online por simples falta do que fazer. Ao contrário, eu tenho cada vez mais o que fazer.

Escrever textões online te mostrando aquilo que todos querem que você ignore para que se mantenha na prisão que é sua vida atual: desanimada, triste e conformada com migalhas, é apenas uma dessas coisas.

Já expliquei em textos anteriores que eu me tornei professora por ter interesse em mudar o mundo. Eu não gosto do mundo como é e vou mudá-lo. Simples desse jeito.

Começando por mim. Dando prosseguimento em você e, a partir de você, mudando o ambiente ao seu redor. Do que me interessa que você continue de joelhos? Em absolutamente nada!

Gente livre tem capacidade de se organizar e mudar a própria história. Só pessoas livres podem amar, pois amor é uma decisão. Só pessoas livres podem tomarem decisões.

E eu quero isso para você. Eu decidi que é a minha missão pessoal nesse mundo ajudar a quem quiser ser livre, a sê-lo. Só pude tomar tal decisão quando eu mesma me libertei. E é maravilhoso.

Enquanto se está preso pelas grades da ignorância, tudo na vida desanda. Você pode até ganhar algumas batalhas, mas vive perdendo a guerra.

Veja o caso do Eduardo Bolsonaro. Para defender sua agenda pessoal de destruição, morte, ganância e guerra, montou uma imagem falaciosa sobre uma menina de dezesseis anos e a pulicou numa rede social.

O que esse senhor não entende, por ser mais um escravo da ignorância, é que nós todos somos o meio ambiente. Se envenenar os rios, esterilizar a terra e sujar o ar, nós que seremos extintos, progressivamente.

Isso se dá por termos, necessariamente, de beber água, comer o que brota da terra e respirar. Todos nós. Isso o inclui.  Uma vez que entra em contato com o nosso organismo, passa a tornar-se parte de nós, pois é o que nos nutre.

Se somos alimentados com veneno, dificilmente nos desenvolvemos adequadamente. Se somos alimentados com alimentos puros e sadios, dificilmente caímos doentes. Isso faz sentido para você? Pois, para aquela menina e para mim, faz!

Sabe aquela conferência que houve na ONU esta semana cheia de pessoas idosas falando bobagem? Bom, dentro daquele grupo triste de pessoas, houve um subgrupo que se destacou por ser impressionantemente idiota ao questionar a validade do argumento dessa mesma menina com base no histórico médico dela.

A não ser que ela fosse completamente alucinada, o que não é o caso, isso nunca poderia ocorrer num ambiente que se diz plural, democrático e civilizado.

Por um simples motivo: isso é ataque à pessoa, não refutação de argumento. É a forma mais baixa conhecida de tentar anular uma proposição.

Eu poderia enumerar pelo menos quinze maneiras distintas de discordar da mesma ideia, sem ter de pesquisar. E eu não sou nenhuma Chefe de Estado.

Ainda bem por isso, senão, já teria mostrado com quantos paus se faz uma canoa!

Como, em são consciência, Chefes de Estado, se dignam a tentarem invalidarem o argumento de uma garota que só está dizendo aquilo que é repetido há 40 anos. A única coisa nova no discurso dela são as evidências, que tem menos de 40 anos.

E isso me faz pensar muito profundamente numa coisa que eu estava conversando no Facebook com um colega: como ninguém acha estranho que crianças estejam sendo pinçadas para serem novas super heroínas com o rótulo de ativistas?

Veja o caso Malala. Antes dessa criança aparecer, você já havia ouvido falar na cidade dela? Eu digo criança, pois, na época, ela tinha 11 anos. Você entendia a gravidade da situação de opressão e exclusão que as mulheres locais passavam?

Provavelmente, não, não é? E, provavelmente, você continua sem entender. Sabe o motivo? Por ter tanta informação  e pouco conhecimento de causa, dá para dar um nó na mente.

Há muito mais desinformação rolando por aí do que você consegue averiguar. E todos temos mais o que fazer, não é?

É mais fácil consumir rapidamente o que nos é noticiado do que ir buscar a verdade dos fatos. E então, temos esteriótipos, pré-conceitos e discursos prontos e vazios. E é assim que somos mantidos na mais profunda ignorância.

Sabe o que me chama a atenção nesses casos? É a forma como são eleitas as ‘ativistas do novo século’. Malala, de acordo com a mitologia criada sobre ela, teria escrito e publicado um blog no qual denunciaria a situação vivida.

Gretta teria matado aula para ficar parada na frente do Congresso com um cartaz denunciando o aquecimento global. Isso não te soa meio simplista demais? E tem mais: observe o discurso delas.

Qual a inovação presente? O que elas propõem de novo? Tirando a paixão própria da juventude, o que não é em nada novo, elas apenas repetem discursos prontos há mais tempo do que elas têm de idades somadas. São apenas rostos novos para o mesmo produto.

Eu não sou contra nenhuma forma de ativismo que vise melhorar a vida das pessoas, mas, tem horas que precisamos parar para analisar friamente as coisas e as pessoas que estão representando essas ideias e, especialmente, quem está por trás dessas ideias.

Sim, eu sou a favor de que a Educação seja considerada uma necessidade fisiológica inegável e inegociável de todas as pessoas no mundo inteiro.

Sim, eu sou inteiramente a favor de todas as formas de preservação ambiental e desenvolvimento de tecnologias que utilizem o mínimo possível os recursos naturais, preservem a vida e harmonize ecossistemas.

Mas, não dá para achar bonito esse tipo de postura. É tão feio quanto tranças desgrenhadas ver Chefes de Estado com comportamento de crianças de 3º ano do Ensino Fundamental.

Representantes do povo sendo imoralmente irresponsáveis em diversos sentidos, crianças sendo eleitas campeãs de causas para as quais pouco podem fazer a respeito.

Por falta de fundamentação teórico-metodológico e experiência de vida, tudo o que podem fazer é chamarem a atenção para a causa, mas não podem operar nenhuma mudança real sobre ela.

E tem você. Isso mesmo, você. Que provavelmente tem mais idade, conhecimento de causa e experiência de vida que a Malala e pode, de fato, contribuir para a melhoria da sua própria vida, da sua família e comunidade e não o faz.

Se o seu problema é desconhecimento, seus problemas acabaram: basta ler os textos que publiquei aqui, ou, se você quiser algo mais prático, leia a série de textos que estou publicando semanalmente na minha página do Facebook.

São seis coisas que qualquer criança consegue fazer sozinha para melhorar a própria vida a custo zero e que requerem pouquíssimo tempo. São coisas que aprendi na base da pesquisa, experimentação, erro e adaptação.

Todas são praticadas cotidianamente por mim, e, justamente por funcionarem muito bem, que estou recomendando. Você pode ou não usar todas as coisas que estou postando. Eu uso. E acho ótimo. E ainda me economiza tempo, dinheiro e saúde.

Se o seu problema é institucional, recomendo que baixe, leia e execute o quanto antes o que está escrito neste livro. Aproveite que ainda está disponível e é de graça. Não sei por quanto tempo ficará online.

Se o seu problema é oportunismo, repense a vida. De verdade. Você não vê, mas, nesse jogo só se joga em times. Tipo o futebol, sabe?

Você só ganha se todos participam e ganham. E sabe o que é melhor? A tendência é que a vitória seja permanente e melhore a vida de todos, inclusive a sua!

Se o seu problema é covardia, deixe eu te perguntar uma coisa: o que custa mais: ter boa saúde ou tomar remédio? Olha, eu moro no Rio de Janeiro. Médico no serviço público é difícil e no particular é absurdamente caro.

Remédio é um roubo e escangalha 15 coisas boas para resolver uma coisa ruim. Eu creio que não ficar doente é um bom negócio, e você?

Você só consegue não adoecer se decidir  mudar seu estilo de vida, mas, para isso, precisa tomar atitudes corajosas e que vão irritar muita gente. Não é uma questão de se vai irritar as pessoas, pois, eu te garanto que vai.

Para que você tenha sucesso, você precisa tomar uma decisão firme e bem fundamentada e, a parte mais difícil, mantê-la sem fazer concessões.

Eu estou falando de saúde por ser algo fundamental à vida. Mas poderia ser sobre qualquer outro aspecto da vida que você julgue importante.

Viver é um ato político. Requer coragem e autenticidade. Sem isso, sempre seremos reféns da desinformação a serviço da ignorância, que é a mãe de todas as misérias conhecidas pela nossa espécie desde tempos imemoriais.



Estudante da vida e suas conexões, professora por ofício e vício, pesquisadora por necessidade, ajuda as pessoas a atingirem suas metas de modo personalizado, barato e sem justificativas usando a Educação como principal ferramenta.

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