Sobre o Ovo

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Você  já ouviu milhares de vezes essa pergunta, não é mesmo?  Posto que o ovo da galinha é um dos alimentos mais democráticos que há e, por isso mesmo, dos mais conhecidos, é fácil  não saber quem deu origem a quem.

Se a galinha é que veio primeiro, como ela nasceu? Se o ovo veio primeiro, quem o pôs? É a mesma história quando se trata de nossas mazelas. Nós que as criamos ou elas que nos moldaram?

Imagine o seguinte: em outubro de 1995, um dólar valia menos do que um real. Um real fazia uma porção imensa de biscoitos  na mercearia. Eu era criança, me processe!

Mas, voltando cinco anos antes, os preços eram galopantes, as remarcações de preços de comida eram feitas múltiplas vezes ao dia. Até do ovo de galinha.

Voltemos um século antes. Somos uma jovem república endividada até a ponta dos cabelos. Hoje, somos uma república que continua endividada até a ponta dos cabelos. Apesar de ter tido sua dívida externa paga e ainda emprestado dinheiro há cerca de dez anos.

Mas, sabe, o problema normalmente não reside no dinheiro, ou sua falta, como preferir. E sim nos princípios das pessoas. Os valores, sabe? Aquelas coisas que eu repito à exaustão aqui.

Sabe como a jovem república ficou descapitalizada em tempo recorde? Distribuindo, leiloando por qualquer dinheiro, os bens conficados pela Família Real. Desperdiçando. Pois acharam que havia muito. E não se previniram quanto à possibilidade de vir a acabar.

Quando eu passo por uma televisão ligada no noticiário e vejo que o preço da comida está tão alto que supermercados estão parcelando compras de mês no cartão, ou que o preço de carnes, frutas e outras coisas está proibitivo, eu lembro da minha mãe indo correndo comprar um quilo de feijão, antes que remarcassem com o novo preço.

Eu lembro do maravilhoso livro de Stanislaw Ponte Preta em Primo Altamirando e Elas, numa crônica que dava a entender que havia um certo tipo de contrabando de feijão, possivelmente devido à escassez, em 1965.

Quando eu vejo as medidas tomadas para que sejamos destruidos impiedosamente, eu fico pensando: eu conto agora ou mais tarde? Sim, pois, consequências são como um cão raivoso obstinado: uma hora ele dá um jeito de morder seu traseiro e, normalmente, é quando você menos espera.

Não há onde se esconder quando se comete crimes contra a humanidade. Simples desse jeito. E se as leis e tribunais não derem o devido jeito, acredite, essas pessoas não irão gostar do preço a ser pago.

E você, nada tema. Há mil e uma formas de você e os seus darem a volta por cima dessa catástrofe.  E, por eu gostar muito de você, vou lhe mostrar treze formas diferentes de fazer muito mais com menos  nas próximas semanas.

Me conte abaixo o que está achando das medidas que estão sendo tomadas em seu nome.



Estudante da vida e suas conexões, professora por ofício e vício, pesquisadora por necessidade, ajuda as pessoas a atingirem suas metas de modo personalizado, barato e sem justificativas usando a Educação como principal ferramenta.

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