Só há comunismo quando da certo.

Tente pregar uma gelatina na parede? Isso é difícil né, porem não é mais difícil que encontrar algum comunista que de uma definição clara do que defende, porque a definição é extremamente volátil e pode se adequar ao o que ele quer, principalmente em defesa de minorias – ironicamente as pessoas que os comunistas clássicos queriam exterminar – mas dependendo do resultado desta pergunta você encontrara no mínimo uma dúzia de definições.

Karl Marx defendia a abolição das propriedades privadas e a completa estatização de fazendas, fabricas e minas, os famosos meios de produção, chamando isso de “socialismo cientifico”.

Vladimir Lênin durante seu governo na União Soviética fez com que o Estado tomasse conta de todo a vida de seus cidadãos como a ideia de um “bem para o povo”, quando começou a ver que não dava certo ele abriu um pouco o estado para a livre iniciativa, Josef Stalin que o sucedeu defendeu que criaria o “paraíso para os trabalhadores”, mas também não deu certo e gerou milhões de cadáveres.

Já Adolf Hitler teve o grande plano de estatizar a economia alemã controlando os preços, salários e toda a sua produção. Por mais que as fabricas ficassem com a iniciativa privada era o governo que determinavam o que iam produzir e em qual sua quantidade, além de controlar o preço.

“Mas Lucas, não é isso que nos defendemos, nos queremos uma sociedade igualitária e justa” dizem os defensores do comunismo e como resposta eu digo que “apenas o livre mercado pode nos tornar livres e iguais, nela não se cria desigualdade salarial, se você se qualifica consequentemente você terá melhor salario e uma vida melhor, agora se você quer ganhar bem, mas não se qualificar você realmente nunca vai achar um emprego assim”.

A culpa da pobreza dominante no continente Africano e em países do continente Asiático não é culpa dos colonizadores e sim dos governos totalitários que vieram com a independência desses territórios, esses governos sempre defenderam a utopia comunista, mesmo que poucos deixassem claro isso, gerando outros milhões de mortos sob esse pretexto, nota-se que não contabilizei esses mortos em outro capitulo, não porque são menos importantes e sim para mostrar o quanto três ditadores podem fazer contra uma população.

Quando Hugo Chavez chegou ao poder da Venezuela víamos que muitos pseudointelectuais pelo mundo diziam “É exatamente isso que defendemos”, tanto que um defensor ferrenho da ideia publicou na revista Salon com o titulo de “o milagre econômico de Hugo Chavez” um texto na qual defende sua politica, abaixo esta um trecho:

Chávez se tornou o bicho-papão da política americana porque sua defesa aberta e inflexível do socialismo e do redistributivíssimo não apenas representa uma crítica fundamental à economia neoliberal como também vem gerando resultados inquestionavelmente positivos. … Quando um país adota o socialismo e se esfacela, ele se torna motivo de piada e passa a ser visto como um inofensivo e esquecível exemplo de advertência sobre os perigos de uma economia dirigida pelo governo.  Porém, quando um país se torna socialista e sua economia apresenta o grande desempenho exibido pela economia venezuelana, ele não mais se torna motivo de piada — e passa a ser difícil ignorá-lo.

Desde que Hugo Chavez subiu ao poder a economia ainda se equilibrava em uma corda bamba que dava a sensação de ser uma economia confiável, mas desde que Nicolas Maduro tornou-se um Narco Ditador a Venezuela se tornou uma distopia, os venezuelanos vem sofrendo com o poder totalitário, o que levou aos mesmo defensores do comunismo dizer aquela fatídica frase “Isso não é o que defendemos”.

Não muito raro há quem diga que países escandinavos são socialistas e que aquele sim é o socialismo que defendem, por que aqui digo socialismo e não comunismo? Simples, porque lá há ainda liberdade, tanto que eles são os países mais prósperos do mundo.

Como eles não possuem um pingo de noção da realidade, os defensores esquecem-se de procurar na raiz governamental o porquê de serem prósperos, vamos lá, tais países como Noruega, Suécia, Dinamarca e Islândia não possuem leis que determinam o salario mínimo, isso fica a cargo da relação entre empregados e empregadores, se você não se sente feliz no emprego tem duas opções: ou negocia um aumento de salario ou pede demissão, outro ponto, os impostos para com as empresas são os menores do mundo, o que acarreta em maiores salários e menos onerosidade ao empregador, o mais importante é que as economias são abertas e livres para poder importar de tudo pois as tarifas são as mínimas possíveis, para quem deseja empreender há muita liberdade e pouca burocracia e com a exceção da estatal petrolífera norueguesa esses países não possuem empresas estatais.

Se é isso que eles defendem então não defendem o comunismo, afinal defendem um salario mínimo padrão e frequentemente reajustado pelo governo, mais impostos sobre os empregadores, regulamentações estatais sobre os empreendedores e a intensa interversão do estado sobre o comercio.

Umas das melhores definições que já li sobre o socialismo foi dada por Kevin D. Williamson na revista National Review, abaixo extrai um trecho:

O socialismo e o assistencialismo, assim como o nacionalismo e o racismo, se baseiam a apelos à solidariedade — solidariedade que tem de ser impingida sob a mira de uma arma.  Tal apelo vai muito além de uma preocupação genuína pelos pobres e oprimidos, ou pelo povo em geral.  Trata-se, ao contrário, de uma solidariedade excludente, uma noção supersticiosa que vê o “corpo político” não como uma mera figura de linguagem, mas sim como uma descrição substantiva que diz que estado e pessoas são um organismo unitário, cuja saúde é de tão suprema importância, que os direitos individuais — propriedade, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de associação — devem ser restringidos ao máximo ou mesmo eliminados quando passam a ser vistos como insalubres.

Incrível como em países prósperos os comunistas defendem a ideia, países escandinavos não são comunistas e não funcionam por causa das politicas sociais e sim porque ainda não abandonaram o capitalismo, poderiam virar uma nova Venezuela ou uma Coreia do Norte se adotassem o comunismo pleno.

Ainda que toda essa insensatez possa ter uma origem na simples falha para definir o que é o comunismo, sabemos que a única forma de ser obter uma sociedade nessas ideias é pelo uso da violência, então tudo isso não passa de uma distopia nebulosa. De qualquer forma, eu não pretendo participar e viver em um experimento desses, mas os defensores insistem em argumentar que devo participar a força e para o meu “bem”.



Paranaense, Estudante de ciências econômicas e historia, formado em Logística e MBA em gestão de projetos. Leitor assíduo de filosofia e politica.

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