Setembro Amarelo, Precisamos falar sobre suicídio

Segundo a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) estima-se que cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. De acordo com a nova publicação, em cada 100 mil habitantes no mundo, 10,5 vão a óbito por suicídio.

No Brasil, pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.

O câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) há duas ou três décadas eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações engajadas, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário.

Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não vêem os sinais de que uma pessoa próxima está com idéias suicidas.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?

São muitos os tipos de transtornos mentais que levam ao suicídio, estudos indicam que praticamente 100% dos suicidas tinham transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados, normalmente não são tratados ou são tratados de forma inadequada.

Os transtorno psiquiátricos em que as taxas de suicídio são maiores são: Depressão, transtorno bipolar, alcoolismo, abuso/ dependência de outras drogas, transtorno de personalidades e esquizofrenia. Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero são bastante associados ao suicídio.

Setembro é o mês mundial de prevenção do suicídio, chamado também de Setembro Amarelo. O assunto que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

O ano de 2017 foi um marco nacional nesse quesito com a ocorrência de alguns fatores que colaboraram a população como um todo a dar mais atenção ao tema e procurar informações. Em 2018, o CVV (www.cvv.org.br), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, programou diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento.

Pedir ajuda é fundamental! Muitas vezes quando estamos deprimidos nos isolamos, evitamos pessoas, evitamos conversar sobre nosso sofrimento. Muitas vezes a família nem desconfia o tipo de pensamento que pode estar passando pela cabeça daquele que pensa em se suicidar e, que de fato, num momento de desespero em acabar com todo o sofrimento, pode cometer um ato sem volta.

Quando alguém pensa em suicídio é para matar a dor e não a vida. É uma tentativa desesperada de exterminar todo o sofrimento que sente. Por trás de um suicida existia uma pessoa que pedia ajuda, muitas vezes psiquicamente doente há tempos.

Assista ao programas exibido na TV cultura com tema: Panorama | Suicídio na adolescência | 02/05/2018

 

Fontes: http://www.setembroamarelo.org.br / www.psiconlinews.com / https://nacoesunidas.org/ / www.cvv.org.br



Brasileiro, natural de São Paulo - SP, Jornalista, Empreendedor, Administrador de Empresas, Técnico em Informática, WebDesigner, Designer Gráfico e Fotógrafo. Amante da natureza, boa literatura, boa música e conservador nos costumes.

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