Robert-Capa

ROBERT CAPA

O grande mestre do fotojornalismo de guerra, o húngaro Robert Capa. Foi co-fundador da pioneira agência de fotografia, Magnum. Fotografou a Guerra Civil de Espanha e a invasão da China pelos Japoneses, o teatro de guerra na segunda Guerra Mundial e a primeira guerra árabe-israelita. Ele foi o único fotógrafo que desembarcou em Omaha Beach no dia D, com a primeira leva das tropas. Jogou poker com Ernest Hemingway, fotografou Pablo Picasso e teve um romance com Ingrid Bergman. Em 1954 deixou a sua posição de liderança na agência Magnum de Nova Iorque, ao fim de seis anos, e voltou à linha da frente para fotografar a guerra da França e da Indochina. Ironicamente morre, na sequência da explosão de uma mina.

 

UM POUCO DA SUA HISTÓRIA

O nome de Robert Capa na verdade é Endre Ernõ Friedman, ele nasceu na Hungria em 1913 e era Judeu. Robert Capa fazia grande sucesso com as mulheres, pelo seu jeito despojado e suas várias câmeras penduradas pelo corpo.Ser Judeu naquela época era sinal de que ele provavelmente teria problemas com as autoridades, ainda mais que logo na juventude começou a desenhar para a Munkakor, que era um grupo de artistas intelectuais e vanguardistas de sua cidade natal. Seu apelido era “Tubarão”, por causa de sua fama com as mulheres, Robert Capa na verdade é um “ nome artístico ” e CAPA significava Tubarão em Húngaro. Robert arranjou uma grande confusão logo ao fazer dezoito anos, ao fotografar e participar de um protesto contra o regime autoritário de Miklos Horthy ( que era antissemita e prejudicou muito o país na época ), como resultado, foi preso pela policia secreta de Miklos, apanhou muito e ficou algum tempo preso. Foi solto graças a esposa de um dos policiais, uma senhora que conhecia a família de Capa. Capa foi solto, com uma única condição: Deixar imediatamente a Hungria. Ele foi para a Alemanha em 1931, deixando sua família para trás.

 

  • Na Alemanha pré-nazista

Naquela época já existiam os nazistas na Alemanha, porém eles ainda não tinham mostrado suas garras. Robert Capa tentou estudar jornalismo na Deutsche Hochschule für Politix, mas existia uma política restritiva para judeus que o impediu. Robert Capa precisava trabalhar, mas não se dava bem com a língua alemã e não queria abandonar seu sonho de ser jornalista por um emprego braçal. Então decidiu a se arriscar na fotografia que era o mais próximo do jornalismo que se poderia fazer sem dominar uma língua. Em 1932 aos 19 anos Capa fez seu primeiro grande trabalho. Ainda morando na Alemanha foi para Dinamarca onde fotografou Trotsky discursando em Copenhague após ser escorraçado pela turma de Stalin. Robert Capa percebe que sua situação não estava nada boa, ele morava em um país cheio de nazistas e ele era judeu, refugiado e socialista e ainda tinha fotografado Trotsky. Então em 1932 Capa vai para Paris.

 

  • Em Paris

Chegando em Paris ele usa o nome André pois o nome ajudava esconder seu passado.Mas mesmo usando outro nome era difícil trabalhar. Em meio todas as dificuldades Capa conhece a grande mulher de sua vida Gerda Taro, que depois de conviver com Capa se mostra tão talentosa quanto ele. Gerda ajudou na “criação” de Robert Capa, oferecendo seus trabalhos nas agências noticiosas locais, e ela divulgava como: “são do famoso Robert Capa”. Pouco tempo depois já começou vender seus trabalhos e criar seu nome no fotojornalismo. Com a Guerra Civil Espanhola. Em 1936, Gerda e Capa foram à Espanha cobrir a luta dos anarquistas, comunistas e democratas nacionalistas contra o golpe de estado tentado por Franco. Foi aí que seu “nome” tornou-se célebre mundialmente.

 

O sucesso de Robert Capa

Antes de Capa, as fotografias de conflitos armados limitavam-se somente à captura de dois momentos: antes das batalhas e após as batalhas. Pois Robert Capa foi o primeiro a fazer fotografias durante as batalhas. O seu talento para transmitir de forma penetrante os sentimentos e sofrimento das pessoas nas guerras civis ou rebeliões numa só fotografia, valeu-lhe grande admiração e fama internacional. Segundo Robert Capa “Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto.” (LISBOA, victor. Robert Capa. Em  http://papodehomem.com.br/robert-capa-homens-que-voce-deveria-conhecer-42/. Acesso em: 27 agosto 2013.)

Para isso, Robert capa teve de agir como um soldado: usando roupa de combatente, A única diferença é que capa não usava uma arma, e sim uma máquina fotográfica. Foi na guerra civil espanhola que Robert Capa se tornou famoso mundialmente ao fotografar um combatente anti franquista no exato momento em que levou um tiro, próximo ao cerco Muriano, por volta de 05 de setembro de 1936. Durante décadas havia varias especulação sobre esta foto. Porém, em fevereiro desse mesmo ano, um japonês também fotógrafo e escritor, conseguiu provar que, na verdade, o soldado não havia sido atingido fatalmente quando fotografado: ele apenas torceu o pé enquanto corria pelo campo de batalha. Com 25 anos foi considerado o melhor fotografo de guerra pela revista Picture post uma revista publicada no Reino Unido 1938-1957

Ao lado da fama, veio à tragédia. Em 1937 Gerda morreu em um acidente de carro. Capa estava cobrindo a Guerra Civil Espanhola próximo à Madrid, quando soube da morte dela pelo jornal. Frustrado com os rumos da Guerra Civil na Espanha voltou para casa, mas os nazistas estavam à espreita, aprontando para tomar a França. Teve que se refugiar no novo mundo, e foi para Nova Iorque em 1938.

 

  • Nos Estados Unidos

Ficou nos Estados Unidos, por pouco tempo, focado em seu trabalho e tornando se íntimo do perigo e da guerra. No mesmo ano em que saiu da Europa, foi para a China, a fim de cobrir a luta da resistência contra a Invasão Japonesa.

Ao retornar para Nova Iorque, se envolveu com a esposa de um ator britânico, Elaine Justin, a relação durou quase até o fim da Segunda Guerra. Em meados de 1943, acompanhou as tropas americanas em sua movimentação pela Sicília e Nápoles, tentando enxotar os nazistas da Itália. Chegando a Nápoles em outubro, deparou com o funeral coletivo de vinte adolescentes que se tornaram partisans e pegaram em armas antes da chegada dos aliados, para combater o fascismo. Também esteve na Normandia naquele famoso “Dia D“, quando as troças aliadas começaram uma investida definitiva contra as forças do Eixo. Fez 106 fotografias da invasão das praias normandas, mas um problema técnico fez com que sobrassem apenas onze, que fizeram história. Durante o tempo que acompanhou as tropas americanas, testemunhou o horror criado pelos nazistas. Muitos fotógrafos, naqueles dias, capturaram imagens dos campos de concentração. Ele porem não capturou nenhuma, dizia que: “os campos de concentração estavam cheios de fotógrafos, e cada nova fotografia servia apenas para diminuir o efeito total do terro”. (LISBOA, victor. Robert Capa. Em  http://papodehomem.com.br/robert-capa-homens-que-voce-deveria-conhecer-42/.Acesso em: 27 agosto 2013.) Naquele tempo a atriz Ingrid Bergman estava na Europa levantando a moral dos soldados americanos. Capa e ela retornaram juntos para Hollywood em 1945, onde ganharam um bom dinheiro trabalhando para produtoras americanas. No ano seguinte viajou para a Turquia.

Em 1947 foi para a União Soviética com John Steinbeck. Viajaram por Moscou, visitando as ruínas e no ano seguinte saiu o livro Um Diário Russo, escrito por John e ilustrado por Capa. Retornando à Paris, e lá funda Magnum Photos, da qual participaram alguns dos maiores talentos da fotografia do século XX. A cooperativa está em funcionamento até hoje, enfrentando a era digital com bravura, e ainda é um bem sucedido exemplo de empreendimento comunitário. Capa também foi o inventor do Termo “Geração X“, usando-o para batizar um ensaio fotográfico sobre jovens que atingiram a maturidade imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, Em Maio de 1954.

Capa aceita um trabalho no Japão enquanto divulgava a Magnum, o trabalho nada mas era algo de que ele tanto gostava, cobrir a Guerra que acontecia na Indochina, enquanto o regimento francês que onde ele estava passou por uma área sob o poder do inimigo, Capa afastou-se do comboio para conseguir um bom ângulo. Neste momento Capa pisou em uma mina subterrânea. Amigos tentaram ajudar mais sua perna avia se dilacerado e seu pulmão havia tido um ferimento crave, Capa não resistiu, e em 25 de maio de 1954, faleceu.

 

A maleta mexicana

A maleta mexicana continha vários negativos de Capa que foram feitos na guerra espanhola, um acervo historio. Capa achava que elas haviam se perdido, mas seu amigo Imre Csiki Weisz, ao qual ele enviava suas fotografias para que as revelasse, mas Imre as guardou com medo de que nazistas pudessem se apossar deste tesouro. Anos depois, a Maleta acabou caindo nas mãos de um diplomata mexicano, o qual não deu muita importância para as fotos. A Maleta foi descoberta décadas depois por seus herdeiros. O curador do Internacional Center of Photography, ao ver a Maleta disse era o “Santo Graal” da biografia profissional de Capa.

 

Assistam a esse documentário que revela a história de um homem complexo que olhava diretamente para a violência no mundo e amava a humanidade acima de tudo.



Tenho 30 anos, sou de São Paulo Capital atualmente mora no interior de SP, Publicitária, especialização em MBA em Direito Público e Terceiro Setor. Empreendedora, mãe, concurseira, futura advogada, apaixonada em dividir experiências e contribuir para causas socias. "O passado nos ensina, mas é o presente que nos move".

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