RELIGIÕES SEGUNDO FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO

“Quem souber viver sem amuletos, sem guru, sem essas coisinhas, deverá também saber que a responsabilidade com a ética, com a moral, com  a liberdade requererá dele um compromisso com o conhecimento, afim que o eterno retorno seja no outro. ”

Olá, amigo leitor e prezados seguidores da minha filosofia ” imparcialidade participativa.” Vamos ver aqui como eu, Nilo Deyson, vejo a ideia da religião; mas peço que possam conhecer meus trabalhos literários e a acadêmicos ao pesquisar no Google:  Filósofo Nilo Deyson.

A religião sempre foi um tema complexo e muito discutido por grandes filósofos. Eu vejo a religião como um tipo de sistema existente muito bem estruturado na história para pegar pessoas sem conhecimento, educação e formação. Acredito que a fé pode mudar uma realidade por se tratar de algo que surge dentro de nós, enquanto que a religião faz parte do mundo externo. Mesmo que essa fé só possa ser alimentada pelo externo, isto é, mesmo que a religião ensine doutrinas e comportamentos, a decisão da fé é interna e individual. A religião dentro da história da humanidade, em nome da crença, já matou milhares de pessoas e ainda matam em nossos dias. Ela também faz o bem social e “espiritual ” – porém, isso precisa ser visto de um olhar em suas vertentes, como que se observasse os frutos de uma denominação.

Penso que a religião é uma opção para quem não se desenvolveu a espiritualidade e o intelecto. A inteligência não entra na bobagem da religião, pois a inteligência está preocupada em não ser enganada e por isso, ela se ocupa de estudar muito, pesquisar muito. A religião não bate de frente com quem tiver o poder do conhecimento, pois sabe que o sistema religioso possuí teto de vidro e que, uma simples pergunta filosófica dentro da história daquela religião que possa problematizar a estrutura da suposta verdade, poderá não se sustentar com sua argumentação. Não é qualquer um que pode bater de frente com a religião, somente um ser com a espiritualidade desenvolvida e o conhecimento empírico empregado em suas faculdades mentais.

Para a religião, seja qual for a denominação ou a forma de cultuar o divino, para ela, não é vantajoso ter um membro que levante a crítica, que chame para o diálogo das idéias, que questione a própria religião apresentando perguntas organizadas, estruturadas em estudos profundos e que mostre pontos cegos, portanto, não é vantajoso ter um intelectual, um Filósofo entre os membros. A religião prende a mente de pessoas vazias, sem experiência com a literatura, sem experiência profunda com a filosofia e com a própria religião em termos históricos e literários.

Nem sei quantas religiões existem no mundo, porém, certamente são milhares. É louvável os serviços sociais prestados pelas religiões, contudo, existem muitas falhas onde eles põe doutrinas e impedimentos segundo suas tradições. Eu, por exemplo, não sou ateu, eu acredito em Deus na pessoa do Senhor Jesus; contudo, porém, hoje em dia não vejo sentido em ter amuletos, gurus, iluminados que me digam o que devo fazer. A experiência com a religião faz com que, ao longo de muitos anos, possamos melhorar nossa percepção do que essa religião representa. Entretanto, ao passar do tempo, uma rotina doutrinária se torna abusiva contra a inteligência. Ao entrar em pesquisas e estudos científicos, religiosos, filosóficos, históricos, percebemos muitas estórias nas histórias. Ao ouvirmos professores, padres, pastores, membros, ateus, oficiais religiosos, sim, ao passo que ampliamos a dimensão da realidade por meio dos saberes e das visões de quem é Deus segundo ouvimos dessas pessoas, inevitavelmente ocorre um rompimento.

Esse rompimento é definido pelo conhecimento que descobre que há um equívoco de interpretação da religião em relação à Deus. Neste sentido, o sujeito se torna livre da religião e se apega verdadeiramente à Deus como um ser humano que é ligado ao divino através da sabedoria que é dada pelo criador de tudo. Não quero que ninguém abandone o que lhe faz bem, apenas questione.

A liberdade não é ser irresponsável, pelo contrário, a liberdade é ter a consciência despertada para sua real natureza. O programa do Chaves, fez muito sucesso e eu sempre percebi que Chaves era o único livre naquela vila e podia falar o que viesse à mente, claro, falava muita bobagem, porém, sempre ele dizia : ” foi sem querer querendo”

Neste sentido, me lembro da filosofia do cinismo, isto é, doutrina filosófica grega fundada por Aristóteles de Atenas (444 – 365 A.C), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal é exemplo prático destas virtudes.  Os cínicos eram conhecidos como cães de rua. O cinismo falava o que queria falar sem compromisso com nada, tipo Chaves, sem papa na língua e um ” foi sem querer querendo “… A religião não permite a liberdade de expressão, quiçá o diálogo livre. A religião criou suas linguagens específicas e peculiares, doutrinas e impedimentos. Nem tudo pode ser conversado, visto ou escutado. A negação deste mundo pelo mundo divino é uma característica de diversas religiões.

Eu não me prendo à nenhuma religião hoje em dia, pois durante 21 anos estive em uma religião da qual ainda sou membro, porém, não mas oficial dela, e, sem necessidade de estar preso aos impedimentos, aliás, durante 21 anos nunca deixei de avançar nos estudos e pesquisas para ver, saber, julgar com a consciência a minha própria vida, minhas escolhas. Não acredito nas religiões, para mim é uma perca de tempo. Posso sim, visitar, ouvir, “aprender” – porém, agora acho que preciso do debate das idéias, do questionamento onde possamos sair maior do que quando entramos.

Deus, em meu conceito estará com o sujeito no deserto, na metrópole, na floresta, na montanha, em todos os lugares dentro do sujeito. Deus é uma energia, espírito, fé, certeza de que existe é ouve a oração. Deus e eu somos um, pois onde eu for Deus vai, se claro, houver uma comunhão, um diálogo em oração, uma percepção sobre a natureza e o universo. O meu conhecimento não me faz ser ateu, pelo contrário, cada vez que leio muitos livros me torno livre, próximo de Deus e distante da ignorância que a religião provoca ao tentar impor regras goela abaixo sem me permitir , sem me apresentar o conhecimento.

 

Enfim, a religião é um tipo de brinquedo de meninos alucinados pelo poder. Não faz sentido algum essa bobagem. Eu respeito os religiosos e as religiões, apenas não acredito em nenhuma delas, nenhuma mesmo!!! Só acredito em Deus na pessoa do Senhor Jesus, pela minha fé, e por essa fé e para atender meu afã, essa mesma fé me conduz ao Altar do Deus vivo para provocar uma mudança, uma transformação pela ação da fé. Portanto, a fé é solitária comigo em meu interior, enquanto a religião ecoa brados para se impor externamente em suas alucinações.

 

” Não mexa com meu silêncio se não for para me apresentar uma companhia de verdade. ”

 

Nilo Deyson Monteiro Pessanha



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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