Reflexão sobre Ética em Kant

“Age apenas segundo aquela máxima que possas querer que se torne uma lei universal” (KANT)

O que é verdadeiramente ética? Quem é o sujeito ético? Não é difícil dizer o que seria ética, cada um tem a sua linha de pensamento, logo, cada um pode ter uma definição sobre ética, mesmo que não seja metódica e racional, mas sempre há uma definição para aquilo que muito vivencia-se a cada minuto de vida, nos afazeres cotidiano da vida, em casa sozinho, ou em casa com a família, no trabalho, com os amigos, escola, praças e parques; para donde olhares, a ética lá estará, e ela já está muito antes de você lá chegar, ou seja, a cada ambiente há alguns princípios para nele adentrar, por exemplo numa escola, é princípio do aluno usar a farda, logo, ético poderia ser aquele que usasse a farda da escola, e como ele cumpre um princípio, aos olhos daqueles da escola, será visto como alguém de bem, mas, não significa que ele é ético, principalmente se esse aluno não for ético em casa.

Doravante, o aluno que espera ser ético pelo fato de estar na escola, está iludido com suas concepções de ética, de certo ponto d vista, seria como dizem os grandes pensadores, exibicionismo, e isso só tem sentido quando se é visto. O aluno quando está em sua casa com a família, tem princípios para entrar no ambiente familiar, e se tu és um bom aluno diante da família, em que a família chega até dizer que és bom comportado, isso pode ser ético.

Mas, como fica na questão quando esse aluno estar sozinho em casa, olhando para as paredes? Se não há ninguém para dizer se esse aluno é ou não é ético, quem poderá julgar agora? Se não há ninguém para esse julgamento, há um juízo que está dentro deste aluno, chamada de moral. Moral é você ser ético contigo mesmo, principalmente quando ninguém estiver olhando, pois para ser considerado uma pessoa de bem, em grupos de pessoas, esse aluno é, portanto, fora desse grupo, e de qualquer um, só há esse aluno e sua consciência moral, e depois da conscientização das coisas morais, vem-se o senso moral das coisas, que este já é um juízo não do sujeito que age, mas por conta da ação ser julgada boa ou ruim por razão de uma maioria ter feito, assim você não passa porque o sinal do transito está vermelho, mas por que há um regra que diz, se passar é multa, e isso pesa no bolso, e se pesa no bolso, vem o pesar da consciência onde para, põe a mão na cabeça e diz: “Eu não deveria ter feito isso”, esse ressentimento de ter levado uma multa, faz parte da consciência moral, se no caso não tivesse passado o sinal, não porque se há um semáforo que dita as regras, mas, que é contrário a educação, algo moral mesmo, por motivo que o aluno tem valores, que não abre mão deles, nem para se sujar, nem para deixar o outro sujo de lama.

Emmanuel Kant foi um homem de mente aberta, buscando o conhecimento das coisas, ensinou de quase tudo, um excelente professor, e simpático. Seu sucesso começou relativamente depois dos 50 anos, onde já tinha vários escritos. Ele era muito metódico com as coisas, do que não deixava nada para depois. Sobre a ética de Kant, visava sempre ao bem absoluto das coisas, e esse bem absoluto, sendo maior que todos os outros bens, poderia ser considerado como uma lei universal. E se sabe que fazer o bem é algo que muito visamos em todos os lugares. Mas, fazer o bem que quem? Por que? Para que? Então, fazer o bem absoluto, não há esses questionamentos de por que e para que. Independentemente do que o outro fez contigo, apenas fazer algo bom para ele ou ela, por que já diz, o bem é absoluto e não parcial, ou relativo, assim é uma lei universal.

Lei universal considero com base no Kant, aquilo inquestionável, por exemplo, posso citar as leis de Deus. Essas leis só se dão pela pratica, por que na teoria só os conceitos, e sem a pratica do bem, ou exemplos já experiências, não tem como descobrir o que é e não é um bem. Mas onde se deve praticar? Ora, quando se pensa, já está praticando, não o que pensou praticar, mas essa pratica de agora foi um pensamento passado, uns, só pensam, onde erram por conta de criarem dentro de si um medo, coisa supérflua. Kant gostava da pratica, e a moral é a pratica, a ética é apenas o comportamento seu, que o olho do outro ver e diz se tu és ou não um sujeito ético. A ética é sempre um comportamento julgado, e a moral é a lei universal em bem absoluto que deve seguir, pois a moral vem primeiramente de si próprio, para depois com o outro que está exterior ao seu corpo.

Assim, os comportamentos éticos, são vistos como dito, mas volto-me para as corporações e empresas, pois é onde ver um número vasto de pessoas, de um jeito mais crítico, não olha para o próprio interesse, mas a questão em si é, olhar o seu interesse em detrimento do próximo, e Kant com a sua lei universal que digo que é o bem absoluto, diz que não está para aqueles que pratica uma ação com pensamento de um ganho, como oferta e demanda. A lei universal é fazer o bem, sem nem pensar em nada em troca, se houver pensamentos, que no caso é difícil esse policiamento, já pode sofrer uma ação moral. O pesar da consciência pela falta de ética, é como um juiz que te condena e te tortura por um bom tempo.

Seguindo, na área da contabilidade me volto aqui, na qual irá tratar algumas vezes de valores pecuniários, deve-se o contador manter os princípios éticos do contador como leis universais, como ser prudente sempre, pois a ausência de prudência na visão de benefício próprio é desrespeitoso. Um contador deve ter como lei a competência, assim como a auto capacitação, diligencia, vontade de investigar por si mesmo, isso se chama um aluno auditada, que mesmo sabendo das coisas, são use esse conhecimento para se beneficiar, mas para ajudar, mantendo outra lei universal, sendo sigiloso, de modo que falar só o necessário sobre certos assuntos que diz respeito a organização empresarial do qual exerce atividade remunerada. Tenho sempre costume de repetir, que a ética parte de dentro de casa quando se está em solidão, pois se sou ético comigo mesmo quando estou só, já faço pratica da prudência sendo ético com as pessoas. Ser educado nada mais é do que ser educado, assim como ser um sujeito ético e moral, conforme nos pensamentos de Kant. Ser ético é uma autossuficiência, se todos fossemos, estaríamos mais contentes.

Para finalizar com direitos humanos, a ética é uma regra moral, que tem como causa apenas um remorso na mente, um sofrer interior do sujeito que agiu. Como exemplo no mundo contábil, posso dizer daquele que fez uma escrituração de contas de uma empresa, onde tinha um certo valor a registrar, mas ele pensa em ir na mão boba, se beneficiar, ele apenas pensa, e só em pensamento ele já senti, se questiona sobre o que pode ocorrer se ele desviar esse dinheiro em prol de si. Isso está a moral, onde ele questiona a si mesmo se é certo ou errado fazer ou deixar de fazer esse desvio. Agora se esse mesmo sujeito desvia um valor para ele, já sofre jurisdição de direito, só que de certo modo, precisa provar que ele fez como ato proposital de se beneficiar, ou seja, todos temos direitos e deveres na sociedade, mas o que muitas vezes deve-se precaver é a intenção.

A ética está ligada sem dúvidas aos direitos humanos, pois pergunto:  quais são os direitos humanos? Direito a vida, liberdade; especifico aqui o direito a concorrência, e quando digo que alguém tem direito a concorrência, se não houver a explicação as regras, do mercado por exemplo, ele com certeza pode fazer concorrência do jeito que ela pode entender, que por vezes o entendimento visa intencionalmente o detrimento do próximo, e a ética pergunta: é certo ou errado concorrer de qualquer modo com intenção de depreciar o seu colega que também tem direito a vida e a livre concorrência? Claro que não é, e é difícil mesmo agir com intenção ao bem comum, como lei universal quando se trata de economia monetariamente. Assim por diante, aquele que deixa de cumprir certos princípios para estar em sociedade, se para estar em sociedade precisa seguir algumas regras para manter a organização, doravante este sujeito, agente, não pode ficar uma organização empresarial, pois no fim, todos visam o interesse próprio, só que os éticos que tem como lei universal o bem absoluto de Kant, não é certo ainda, mas é clara a possibilidade de manter harmonicamente a união empresarial, familiar, entre outras coisas.

Por isso há leis para restringir aqueles não éticos e mal-educados, pois eles são contrários a uma maioria que estão para a organização que propicia a paz. Sofre sanções os não morais por irem de certo modo, contrário ao bem comum da sociedade, e isso ocorre tanto fora nas ruas, como dentro dos estabelecimentos. Se repetindo, cada empresa tem suas regras, mas há indivíduos incapazes de serem educados e seguir tais regras, eles ferem as regras, e como fica? Se as regras morais não insuficientes, vem uma lei que lhe aplica uma sanção conforme os seus atos praticados.

Psicologicamente há pessoas que não por que não querem ser alguém com bons dilemas de vida, mas por que são incapazes mesmo de serem morais. Como se a moral, fosse a ausência de um nervo, e os que habita em si esse nervo, são pessoas com bons princípios. Por essa ração que Kant era um velho simpático que chamava a atenção sem nada falar, por que ele era um homem principiado, fazia tudo todo dia nos horários determinados, sem atrasar e nem adiantar tanto.

Icaro Rodrigues da Silva.

Instagram: Icaro-rsilva

Youtube: Icaro R. Silva Oficial

Meu site – https://icarorsilva.wixsite.com/icarorsilva



Diga-nos o que achou do post: