POLÍTICA SEGUNDO FILÓSOFO NILO DEYSON – Filosofia da imparcialidade participativa.

” Segundo a Filosofia da imparcialidade participativa, fundada pelo Filósofo Nilo Deyson, a política é um complexo de elementos que servem para dosar uma sociedade no sentido de controlar seus impulsos primitivos.”

A Filosofia da imparcialidade participativa, trata a polis como um instrumento necessário para organizar uma sociedade, porém, não de modo desorganizado como ocorre em diversos países, inclusive no Brasil.

Para o Filósofo Nilo Deyson, qualquer estrutura política deveria ser sem interesses pessoais ou coletivos no sentido de privilégios para quem é posição. A oposição deve existir para mostrar que existem espíritos melhores para cuidar do que chamamos de poder. Este poder, não deve ser do tipo autoritário ou ditador, apenas deveria ser justo e legal. Justo no sentido de criar oportunidades para todos, sendo portanto, por meritocracia, os cargos e oportunidades serem dadas aos que aproveitaram e melhor se prepararam para o serviço público. Legal, no sentido de transparência quanto aos atos, sem deixar obscuridade que cause desconfiança sobre os elementos que compõem o poder, a polis quando se estiver no poder. Quando digo que não deveria haver interesses pessoais, seria eliminar completamente a idéia de reeleição, privilégios aos parlamentares; inclusive, cortes de gastos desnecessários.

Acho que deveríamos mudar a construção, criar uma nova constituinte atualizada. A constituição de 1988, foi muito boa na época, acabando com a ditadura, trazendo uma nova perspectiva. No entanto, hoje ela está cheia de Emendas e não é original como de início. Acredito que para uma democracia vencer a miséria e avançar no desenvolvimento, será necessário mudar a constituição. A política deve ser mudada na estrutura da lei. Eliminar privilégio e criar leis severas contra corrupção para todos, sem exceção.

Ao criarmos uma nova constituição, poderíamos sonhar em melhorar leis e criar outras leis eficazes que atendam todas as demandas da sociedade. Professores deveriam ganhar 5 vezes o valor de salário do que ganham hoje, mudando também toda estrutura da grade curricular, onde as disciplinas oferecidas, ao longo da vida na escola, sejam melhoradas. Por exemplo, poderíamos ter aulas de educação financeira a partir da 3° série do ensino fundamental. Também teríamos aulas de Filosofia a partir da 4° série do ensino fundamental, com aulas básicas que façam com que os alunos possam desenvolver o sistema crítico intelectual sobre a realidade. Poderíamos também ter aulas de direito a partir da 6° série do ensino fundamental, utilizando aulas básicas e fundamentais que ampliem a consciência de nossos jovens, inclusive falando de temas políticos sem inclinação partidária, ensinando de modo imparcial o que é ser de direita ou de esquerda, bem como aprofundar os ensinamentos sobre a história política como por exemplo: O que é a monarquia, o comunismo, a República, os representantes, as funções e limites de um deputado estadual e federal, um senador, vereador, um chefe de estado, um presidente da República, o que é o supremo tribunal Federal e sua importância.

A constituição deve ser mudada para melhorar muitas coisas, além das obrigações de investimento dos Estados em relação à educação e distribuição de verbas por municípios, também devem ser criadas leis severas de punição contra desvio de dinheiro público, não só em relação aos municípios que recebem essas verbas, mas também acompanhar na pirâmide, de onde veio a liberação da verba. Existem senadores e deputados federais, que atuam nas articulações e devem ser analisados com lupa, de como ocorreu um desvio ou fraudes. Criar leis estaduais e municipais “leis orgânicas ” que possam punir quem fraudar licitações ou desviar dinheiro público da saúde, educação, saneamento e outros.

A idéia da Filosofia da imparcialidade participativa, em política, seria ter um estado imparcial no sentido individual ou de segmentos, mas que pudesse ser justo para todos, sem necessidade de acabar com a idéia de oposição.

A oposição é a fiscalização que problematiza os feitos ou a falta desses pela posição, porém, deveria também uma oposição sem ser extremista ao ponto de desejar que dê tudo errado no atual governo, com afã de assumir o poder nas próximas oportunidades em ano eleitoral.

É complicado, complexo demais tentar mudar esse Fla × Flu nas pontas opostas entre posição e oposição. Parece uma guerra sem fim. As vezes, por motivos históricos e estruturais, parece que somos sonhadores alucinados por querer o bem comum através das mudanças das quais acreditamos serem justas, entretanto, não é loucura sonhar em ter um país melhor, apenas devemos manter firmes nossa postura e melhorar aquilo que for viável de ser mudado.

A Filosofia da imparcialidade participativa, deve ser observada sempre a partir da neutralidade, imparcialidade em relação ao mundo externo, porém, sem abandonar o direito de decidir como cidadão, os rumos dos quais acreditamos serem os melhores para o coletivo. Sem alardes, sem paixões ideológicas partidárias, apenas com espírito de justiça, tentar levantar templos à virtude da própria idéia de justiça. Fazer o bem sem olhar à quem. Política é arte, precisamos conhecer a polis e não sair acreditando em tudo. É importante ler bastante sobre política, fazer pesquisas sobre os candidatos, analisar histórico, partido e obras de seu legado junto à comunidade.

Enfim, a Filosofia da imparcialidade participativa, dúvida das boas intenções deste atual sistema político. Não vejo organização, quiçá desenvolvimento neste modelo de fazer política. Mudar a constituição, mudar leis eleitorais e se precisar, em última instância, acabar com toda estrutura corrupta da democracia do Brasil e criar um novo mundo, uma outra realidade e leis; afinal, no tempo da existência humana, no tempo líquido que muda ao longo da história, sempre houve grandes mudanças. Talvez seria hoje o melhor momento para acabar com esse sistema corrupto, mesmo sabendo que a corrupção vai continuar em qualquer tipo de estrutura política, pelo menos o castigo tiraria o sono de banqueiros e políticos, algo fora da realidade, mas que vale sonhar. Eu, após anos como político, candidato a vereador em algumas ocasiões, vice-presidente de partido durante alguns anos, hoje não vejo ninguém à quem eu confie meu voto e, acho difícil, não impossível, mas acho difícil alguém me convencer a votar em algum candidato enquanto não for real a idéia de se dá de verdade um salário digno aos professores e de cogitar, de verdade, iniciar uma severa luta em âmbito nacional para mudar a constituição corrupta que temos no Brasil.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

 



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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