POESIA ” FRAGMENTOS de MIM ” POETA NILO DEYSON MONTEIRO

Pensativo, calado, feição desleixada com a aparência convencional são de mim sinal do final, afinal; não sou normal como os outros loucos lúcidos com fim.

Em mim são tantos eu que se assentam à mesa comigo, que me sirvo de todos os corações do mundo; certos, errados, me assumo e sumo, pelo menos é o que me vejo por rumo.

No entanto, me prumo na razão oscilante em mim, sem jamais abandonar a moral e a ética, tenho estética de atração; então, me permito emoção em estado de demência, paixão, evidências de minha loucura.

Confunde -se quem tentar me compreender, só eu sei me ver, em meu fantástico mundo livre de pantaleão, mitos e mimos não habitam aqui, somente na cabeça dos teistas, agnósticos ou teistas; eu porém, sem istas nem gnosticagem, talvez selvagem anjo não sádico.

Cabisbaixo, calado, desce em baldes debaixo dos meus olhos lágrimas de tudo quanto cada é por um tudo sentido, me sinto perdido em meio ao que ainda não, pelo que então foi e dói, sinto-me me sentir da minha máxima em totalidade entendido sentido.

Sem problemas, com rumo sem partido fico, vou, freio a despedida do eterno retorno em contorno às bordas de um afã, então, na solidão me abandono, me ouço gritar na alma, gemer, sonhar a liberdade da qual sou motivo de espanto, horror.

Quem vai compreender um anormal? Gênio eu? Quem poderá entender o que se passa no meu coração? Saber o que é meu sofrer, só com palavras não entenderão!

Mas sou feliz, por incrível que pareça me esqueci de viver, quando fui me ver nem pude me reconhecer de quem eu era na era em que a época fazia, gentes, pessoas comigo sorriam.

Naquele tempo em que não se via eu sério, apenas sorrindo, piadas, coisas de menino, gargalhadas, não imaginava comigo como eu estava à caminho do meu eu sozinho…

Deixei pelo tempo amigos e família, sem ter a noção da besteira que eu faria, ironia, o fim da linha daqueles ciclos me aventurei em brincar de adulto, assumindo compromissos, apagando o meu mundo.

Tudo foi ficando sério, para mim, tudo era mistério que de tão sério me fechei a face, tranquei em gavetas meu sorriso, apaguei meu humor e no porão em mim, risadas sentindo dor.

Tudo que tenho hoje em dia, são minhas distrações do dia a dia, conhecimento e solidão, cadáver adiado prestes a esfriar no caixão; onde tudo termina, inclusive a saudade, inclusive a partida.

Porei talvez viver outras tantas emoções, aventuras, resgatar fragmentos de mim, na família e amigos se é que ainda estão afim, sem falar que nem sei se ainda estão por aqui; quiçá se ainda lembram de mim.

Acho melhor morrer de paixão, pois é por amor que se vence a ilusão da razão, pelas loucuras na vida somos demonizados por atos, porém, para os fatos; o que vale é a verdade que não deixa saudades por estarem ligados à eternidade; o amor, o amor…

Poeta Nilo Deyson Monteiro Pessanha



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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