Os riscos e vícios das redes sociais

Vi ontem o documentário “O dilema das redes” de 2020 da Netflix. Indico a todos que querem refletir o papel das novas tecnologias na sociedade além dos problemas do grande alcance das redes sociais. Essa já é uma discussão que os americanos fazem diante de um grande número de jovens e adultos viciados em diversas redes através do celular. No Brasil, percebe-se que esse é um problema que vem aumentando e assustando a todos.

Hoje nosso país tem mais celulares que número de habitantes. Isso significa que muitos brasileiros devem possuir mais de um aparelho celular. Nem todos estão nas redes sociais já que a internet ainda não é acessível a todos, seja por questões financeiras, mas também devido ao analfabetismo. No entanto, cada vez mais crianças e pré-adolescentes usam os “smartphones” por muitas horas ao dia acessando diversos aplicativos e redes sociais. Se nos Estados Unidos há estudos relacionando o uso indiscriminado das redes sociais com o aumento de suicídio entre os jovens, aqui já conhecemos casos ao nosso redor, além de assistir noticiários de violência relacionados ao vício do uso do celular.

Pais e educadores questionam cada vez mais os limites do uso do celular por crianças e adolescentes, além do impacto das redes sociais na socialização e vida dos mesmos. No entanto, essa discussão precisa ser feita por toda a sociedade. Precisamos proteger os indivíduos que ainda não estão totalmente estruturados para lidar com as consequências do uso das redes sociais. É necessário trazer esse tema para um debate político e social, afinal as consequências podem ser trágicas: a violência e os suicídios podem virar um panorama comum em um país que já lida com esses problemas como reflexos de outras áreas.

É urgente conversarmos mais sobre coisas como “Tecnologia humana”, o problema da polarização nas redes, a desinformação e as “fake news”, o vício do celular, a questão ética sobre os dados colhidos pelas redes, além de um problema mais localizado que é a falta da alfabetização e leitura crítica dos brasileiros frente à internet. Conversar, expor argumentos, refletir, ouvir especialistas e principalmente estabelecer regras e limites para as empresas que usam essas novas tecnologias. O lucro não pode estar à frente de tudo, principalmente da qualidade da vida humana.

Ps: Agradeço ao meu sobrinho pela indicação desse filme/documentário. Que bom saber que os mais jovens também se interessam por essa discussão…



Carioca apaixonada pelo mar e pelas montanhas, hoje vive em Belo Horizonte e é mineira de coração. Ama livros, literatura, cinema e música. Vive uma busca constante em aprender e explorar o mundo, mas cada vez mais se volta para o autoconhecimento e a autocura. Escreve desde sempre: crônicas, resenhas, artigos literários e artigos diversos. Já foi revisora de livros e professora. Agora dedica-se a ler e escrever.

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