O Velho, o Mar e a Solidão

O Velho e o Mar é um livro sobre pesca, sobre peixes, sobre o mar e sobre a vida de um senhorzinho, mas antes de tudo isso é um livro sobre solidão.

Imagine só um pescador que não pesca nada há oitenta e quatro dias, e então é atraído pela ponta de seu anzol um peixe tão grande como ele nunca pescou antes. Isso é O Velho e o Mar da maneira mais superficial que consigo descrever; ele vai muito além disso.

É sobre um senhor que perdeu tudo na vida. Perdeu esposa, seu aprendiz e companheiro de pesca, e como se não bastasse, ele também perdeu sua sorte. Ele está completamente sozinho, e durante a leitura, Ernest Hemingway te mostra isso da maneira mais crua e realista possível, a ponto de você sentir aquilo que o personagem sente na própria pele.

O Velho e o Mar é um livro real. Não espere encontrar reviravoltas chocantes ou feitos que ultrapassam o limite humano, e é exatamente por isso que ele é triste. É triste ver um homem que se assemelha a nós em tantos aspectos perder mais de si a cada dia, cada hora, e a cada minuto.

Se tratando das questões técnicas, esta é uma obra impecável. Hemingway usa uma linguagem simples e muitos diálogos bem construídos para nos aproximar do personagem além de usar gírias que faz a realidade do velho ser mais tangível. O Velho e o Mar é um livro recomendado a todos, mas que cada um levará consigo ao final da história uma reflexão, um sentimento ou um aprendizado diferente.



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