O poeta mudo

Era manhã de setembro o sol surgia envergonhado, ainda com o receio da lua que acabará de se desligar do seu brilho.
Folhas secas espalhadas pelo chão o chorão se balançava como se numa dança contemplando o novo amanhecer.
Um cenário deslumbrante, porém o poeta estava sem inspiração. Não havia nele nem um rastro de imaginação, era comum manhãs como está.
Os pássaros davam as boa vindas há brisa era tocante, mais os pensamentos estavam ausentes.
Viu então que tudo não passa de um vazio notório, o tempo das rimas havia cessado, e o silêncio reinava em seu interior.
Lembrou – se de um dia ter alegrado multidões com suas palavras, suas inspirações muitas vezes fictícias, histórias, dramas e casos da vida real o qual muitos se identificaram.
Agora ele aguardava um fio de esperança passar e ser perceptível ao coração, para que novamente pudesse voltar a ser quem um dia era .
A vida é assim um dia alguém.
No outro um simples poeta, mudo.
Normal como todo mundo, não tem mais dentro de si aquela velha amiga chamada sensibilidade, e isso o aflige, no entanto, pensar no que a vida já lhe proporcionou pode ser motivo para ter de volta aquele velho sorriso.
Poeta mudo, porém poeta feliz.
Finalmente havia chegado a hora de se calar, para aprender ouvir.



Amante das prosas e rimas, escrever é fugir do caos e se encontrar em meio há várias possibilidades. Nem autora, nem poeta apenas apaixonada pelas palavras.

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