O Poder da Mídia (O Quarto Poder)

Há uma compreensão na construção do Estado atual como difusor da hegemonia dominante. Isso ocorre através dos instrumentos de reprodução do sistema de ideias presente.

Um jornal raramente fala sozinho. O jornalismo atua junto com grandes forças econômicas e sociais. Ele é ao mesmo tempo a voz de outros grupos econômicos ou políticos.

Ao atuar de acordo com os poderes econômicos e políticos, funciona para difundir os seus interesses. Dessa forma, a imparcialidade torna-se impossível.

Acontece então uma relação de jornalismo e poder, pois qualquer grupo social, ao se apropriar dos seus meios de produção, passa também a influenciar tudo o que é produzido.

Os formadores de opinião influenciam a massa, que fica em posição passiva. Uma vez que esta se exclui do processo de decisão sobre o que é verdadeiro interesse público.

 

O Quarto Poder

 

A própria formação da imprensa em geral exige que esta mantenha um controle sobre os seus consumidores. A despolitização por parte de grande parte do público é algo comum a se observar.

Isso decorre da acomodação, na qual amedronta-se e logo depois se tranquiliza o receptor da notícia, com as soft news contrapondo-se às hard news.

É fundamental para a imprensa essa tranquilização, esse equilíbrio que o público é levado a ter para que continue consumindo os jornais e produtos anunciados. E, sobretudo, não se rebele. Assim, os jornalistas passam a possuir a função de denunciar, se indignar e agir em nome dele.

A dependência da imprensa nos países em desenvolvimento ainda é maior, por conta de um Estado subserviente às elites oligarcas, como o que acontece no Brasil.

A grande imprensa promove a ideologia dominante, a situação de manipulação da opinião pública é ainda mais evidente num país em que os veículos de informação estão concentrados nas mãos de poderosos.

Enfim, existe uma desigual distribuição dos elementos de produção é o que faz com que a vida política seja descrita na lei de oferta e procura. O mundo político é o lugar onde se dá a concorrência.



Célio Azevedo é jornalista e filósofo graduado, além de docente superior pós-graduado, com MBA em Gestão de Negócios pela UCAM e MBA Executivo em Marketing pela UGF, número de registro: 28.046/RJ. É autor de "A Cobertura do JB e do Globo da Queda do Muro de Berlim (1989) e do Fim da URSS (1991)", "Manuscritos Poéticos", "Java para todos", "Músicas em Outros Idiomas", "Arte e Materialismo - Filosofia do Caos", em tcheco "Umění a Materialismus: Filozofie chaosu", "As Tecnologias da Comunicação e o Ensino Superior de Jornalismo", "A Educação planetária de Edgar Morin", "Gotterdamerung", trabalhou também no livro de contos "O Lado Sombrio" e, recentemente, em "Kritické Myšlení a Média". Também lançou os álbuns musicais de estúdio: "2012", "Mr. Fusion", uma ópera rock "Celio Azevedo's Scout - Scoutish: The XXI Rock Opera", "Espere o Amanhã", "Modern World", "2022", além de diversos singles e outras discografias alternativas. Nos anos 2000, ademais, estudou TI, Direito e Filosofia, além de lecionar linguagens de programação orientadas a objetos. Nos dias de hoje, ministra cursos e é empresário. Palestrante, periodista e escritor, atualmente analisa a realidade política nacional e internacional sob uma perspectiva própria.

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