O ESPÍRITO DA FILOSOFIA DE NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

♣ – ” Sou cometa de uma estrela, incógnita, complexo, eclético e único no que sou. Igual ainda não há, nem no nome quiçá no espírito, anjo não sádico, luz de um coração, nada sou senão o que se quiser em mim achar, basta querer, procurar, coloque seus olhos no que procuras que te deixarei achar”.

– Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Minha filosofia é conhecida como a imparcialidade participativa, falei sobre ela em outros artigos. Contudo, aqui vou trazer a nudez da teoria, o espírito que jorra do interior do filósofo, da alma e do intelecto.

Um dia morrerei, óbvio! Entretanto estarei vivo a cada momento que me lerem, que eu for lido.

A minha filosofia consiste na vida, em vivenciar sem se espantar. Alguns no futuro talvez me chamem de existencialista, contudo, deixo essa discussão para os leitores. Vamos ao espírito da minha filosofia.

Se eu vivo, posso ser feliz, mesmo com privações básicas e dificuldades, posso ter o controle total da minha vida. Tudo começa no cérebro, na mente que cria. Para que eu seja feliz eu preciso desenvolver o desapego dos cenários e sensações, petições da mente mimada. Para tanto, utilizo o pertencimento zero, isto é, a não paixão às coisas. Posso participar de todos os espíritos sendo livre, isto é, posso entrar e sair de tudo sem traumas.

Acredito que a felicidade se encontra no silêncio da consciência, onde hábita o pertencimento zero, isto é, o nada; pois tudo não passa de um jogo de ilusões, cores, sons e sensações condicionadas que podem esfarelar ao despertar da consciência. Se eu participo de alguma instituição ou de muitas, posso não ser fanático, posso não ter aflorada minha ideologia, com isso pertencimento com imparcialidade entre aspas no sentido de não trazer problemas ao meu espírito interior, isto é, ao que chamo de paz intacta da consciência, pois estando eu atento, saberei que de verdade, debaixo do sol tudo vaidade, logo não me preocupo à ponto de perder minha paz.

A imparcialidade participativa não quer dizer falta de compromisso ou comprometimento, pelo contrário, é o ponto de referência, de equilíbrio.  De referência por se agasa9no conhecimento e ser solicitado em momentos de conflitos para apaziguar as partes e mostrar os pontos cegos do objeto de discussão. De equilíbrio por cuidar do estado de espírito das partes, pois trabalha com métodos de trazer a paz interior fora dos impulsos do calor do momento, portanto, provoca a consciência em fazer silêncio diante de muito barulho, barulho esse que geraria conflitos e guerras.

Outra virtude de minha filosofia se encontrar no espírito da imparcialidade, pois nela há um espírito de conhecimento pleno do universo, onde trabalho a aceitação.  Essa aceitação não significa se acomodar com as coisas como estão. Ela na verdade trabalha o avanço do saber, uma vez que defendo meu ponto de vista, defenderei sempre também o direito do outro falar, se expressar. Neste sentido, eu aprendo com o universo do outro e a recíproca é a mesma.  Em consideração á minha ética, respeito a opinião do outro, e se por alguma sorte, o que o outro falar, conseguir me convencer, mudarei minhas convicções. Lembrando que somos seres transitórios e mutáveis, tudo se move, portanto, de tempo em tempo pensamos diferente de alguns anos atrás, por se tratar de não estarmos perfectus, isto é, prontos por inteiro, perfeitos; portanto mudanças são necessárias para o progresso espiritual, intelectual e existencial.

Observando que devo deixar o outro falar, se expressar, não tenho nenhuma obrigação em fazer com que ele pense como eu penso, pois a minha inteligência limitado me dá sinal de que o outro pensa diferente de mim por conta de que o ser humano é um espírito complexo e peculiar. Com isso, sabendo que cada um foi criado dentro de uma sociedade diferente, com costumes diferentes, culturas diferentes, crenças diferentes entre outros; tenho a conclusão de que cada um é pertencente à um universo diferente.

Sendo assim, posso aprender alguma coisa com aquele outro universo, por se tratar de outra mente, assim como a minha, ela também está sujeita aos condicionamentos e experiências peculiares, bem como ao seu modo de ser, sua postura, seu modo de agir. Neste sentido, eu abro um imenso campo para a compreensão e aceitação, mesmo que não concorde com muita coisa, eu aceito o diferente.  Isso é saudável e dá fim à guerra.  A guerra termina que não se quer não se cria.  Precisamos ser pessoas de bem, de paz, agasalhados do conhecimento de quem somos e aceitar as diferenças de pensamento.

A minha filosofia consiste em respeitar, criar, libertar sem forçar, sem agredir, apenas refletir. Penso que quase tudo no mundo é estória, poucas coisas são história, outras poucas são verdades últimas.  Não me fecho em uma verdade última, penso que tudo pode ser investigado, mesmo as verdades existentes podem ser problematizadas, confrontadas em seu curso histórico. Para se problematizar as verdades, gosto de utilizar a história, a filosofia em sua plenitude histórica, e através da pesquisa profunda questionar os pontos cegos de cada verdade. Por exemplo: podemos dividir tudo ao meio através da dúvida.  Podemos duvidar da existência de tudo.  Uma coisa básica e sem muita atenção é a questão da verdade sobre por exemplo, o Natal, a criação das igrejas, a Páscoa, os meses do ano que estão errados e ainda não se discute sua arrumação e os mitos. Também questiono a existência de Deus sem deixar de crer nele, investigamos também as descobertas da ciência, os objetivos da vida, a vida, os objetos, emoções, cérebro, sentimentos, sistemas existentes no mundo, o ego, os motivos das tomadas de decisão entre outros. Penso que o espírito do filósofo deve ser imparcial, uma vez que a Filosofia não existe para se finalizar em nenhuma verdade, o amor pela sabedoria é a utilização da dúvida por meio do conhecimento e da pesquisa sistêmica que problematize absolutamente tudo, de sorte que nada em absoluto fique imune à investigação.

Minha teoria por vezes se encontra em algum momento com a filosofia do estoicismo, do existencialismo e da relatividade, uma vez que tudo pode ser nada, alguma coisa pode ser transitória e outras peculiares, logo não sendo algo universal, tudo é particular.

Assim sendo, ser imparcial é ter leveza e paz. Agora, em relação ao espírito dessa paz intacta, eu utilizo o SatSang, isto é, o encontro com a verdade. Ao retirar os nomes dos objetos, ao retirar os nomes das coisas, não resta absolutamente nada. Fora da linguagem tudo é silêncio. O SatSang é uma tipo de meditação que elimina todos os castelos. É tão letal quanto às teorias de Nietzsche, Sêneca e Haidgger. Ela se utiliza do não pertencimento, do pertencimento zero. Vou dar um exemplo do SatSang: Se você pedir um livro em outro país, eles não entenderão por se tratar de um objeto com outro  nome por lá, logo não é um livro e sim um objeto. Tudo está condicionado ao lugar, sociedade e país, portanto tudo é rótulo. Retirando os nomes acondicionados dos objetos, não sobra nada. Isso se dá também, para o SatSang em relação aos sentimentos, pensamentos e emoções. Para o SatSang, tudo não passa de invenções da mente viciosa e tagarela, mimada ao espírito de vitimização. Sempre deseja a dose mas forte. Nunca quer estar no agora, deseja sem cenários, deseja sempre a próxima vontade e desejo. A mente viciosa e tagarela é presa, fechada e busca voltar ao passado, deseja o passado, quer por vezes o futuro, deseja pular para o amanhã. Essa mente inquieta e cheia de ansiedade é também cheia de propostas vindas de títulos. Entretanto, retirando os títulos, barulhos, cores, ruídos, espaço em que se encontra, fora da linguagem tudo é silêncio, logo resta o silêncio. Essa paz interna vive escondida na consciência plena do ser não rotulado, na não presença do “eu” condicionado. O FIM da depressão, das angústias e ansiedades acontece ao eliminar todas as expectativas e paixões viciosas e ideológicas.

A consciência em SatSang é o mestre maior. É Deus dentro. Quando o mestre aparece o ego, o seu “eu” desaparece. Resta-lhe a aceitação do agora, do que está presente. A presença atenta da verdadeira consciência, da liberdade total te causa paz intacta e eterna enquanto atento estiver e ligado com a verdade da consciência. De verdade, seu nome é um rótulo, suas experiências não são verdades universais, tudo é condicionado ao universo que te cerca, logo fora de você nada existe e dentro de você só acontece o que você permitir, uma vez que tudo é experiência peculiar, não posso dizer ser dono de nenhuma verdade, nem mesma essa da qual escrevo, apenas me resta viver o agora e a partir da busca pelo conhecimento, poderei talvez me achar no mundo.

Existem muitas versões de visões dos grandes intelectuais sobre a questão dessa minha imparcialidade, contudo é minha, sem obrigação de se fechar em uma verdade última, lembrando que daqui á um tempo, talvez muitas das verdades que defendemos poderá mudar através das experiências, do sentir do espírito.  Penso que em SatSang, a utilização das suas teorias podem ser aproveitadas e o também duvidadas. Para que o leitor compreenda melhor o SatSang, podem ler os pensamentos de Osho e de Sartiaprem, ao pesquisarem sobre suas obras e seus pensamentos.  Obviamente, como carro chefe da minha teoria, toda imparcialidade do espírito nasce com a escola filosófica do estoicismo em Sêneca, Marco Aurélio, Epicuro, Santo Agostinho e outros. Como porém, sou um pesquisador, um estudante da filosofia, leio sobre todos os filósofos, aprendo com cada um deles é utilizamos no dia a dia as coisas positivas do espírito da filosofia.

Tenho muito para falar, desde o espírito dos sentimentos e emoções até o comportamento humano e suas tomadas de decisão. A neurociência por exemplo, em Pedro Calabrez, nos ensina muita coisa boa. Desde as emoções, sentimentos, cérebro até se chegar aos motivos de cada ser humano agir como age. A neurociência estuda o cérebro e como filósofo eu creio piamente que se aprendermos a dominar o cérebro, dominaremos o universo dentro de nós. Prefiro deixar o leitor pesquisar e ler, aprender sobre a neurociência ao terminar de ler sobre minha filosofia.

Minha imparcialidade é essa, meu espírito se agasalha na experimentação e no não apego. Nessa direção eu sou maior que as coisas e objetos, uma vez que posso participar de tudo sem com nada me apegar, serei portanto solicitado e a nada me apegar. Pois se sou o ser que retém o saber, o conhecimento, serei solicitado, e se sou sem paixões e sem apegos, não solicito nada, à não ser se necessário para legalizar alguma ação necessária. Posso amar a tudo, ter ciência das teorias e sistemas, porém me colocarei sempre como uma possibilidade de utilização para agregar conhecimento e trabalhar o desenvolvimento e crescimento da instituição ao qual sou membro ou parte, entretanto sem paixões afloradas, minha imparcialidade fará com que haja sempre a luz que trará transparência e clarificação nos pontos cegos.

Enfim, para definir meu espírito, sou infinito em mim, pois sou filósofo, poeta e escritor; logo hábita em mim uma inquietação do espírito artístico. Já em relação ao que as pessoas podem ter em seu benefício ao aderirem ao pensamento da imparcialidade participativa, elas talvez se caso desenvolvam o espírito livre dentro delas, talvez possam ter uma vida de paz e leveza, sem problemas psicológicos e espirituais no sentido do espírito da pessoa. Se fizerem meditação, buscarem o conhecimento na filosofia, se desapegarem das paixões ideológicas como por exemplo: paixões ideológicas políticas, religiosas, sistemáticas entre outros, essa pessoa terá grande probabilidade de fazer da própria vida um verdadeiro espetáculo aos seus olhos. Já em relação à vida e à morte, a pessoa terá a dimensão da consciência de que não há o espanto, não vibramos com nada, pois tudo está exatamente no lugar que se deve estar. Se porém, vibramos, nós nos emocionamos por estarmos na condição de seres humanos, entretanto, no profundo de nosso espírito, o luto, a alegria, a tristeza, e toda a sorte se sentimentos estão apenas passando frente aos nossos olhos, de sorte que nossa consciência despertada na plenitude de quem somos de verdade, apenas assiste tudo em silêncio, aceitando tudo como exatamente é; entretanto, se necessário, utilizando da ação transformadora, isto é; a ação que muda o cenário. Essas ações se dão para eliminar o vazio existencial, a mediocridade da vida, uma vez que temos uma vida curta, faremos dela um espetáculo, fazendo valer a pena através da ação transformadora. Essa ação eliminará a sensação de tristeza pela vida miserável e sem propósito, pois essa ação é o ingresso ao propósito, aos estudos, à meta de vida e a perseverança em se alcançar uma vida digna e de grande valor, de sorte que ao partirmos dessa vida nós deixaremos com essa espírito que prego, um legado para gerações futuras que ao colocarem seus olhos em nossa trajetória, serão transferidos também em suas melhores versões como seres humanos. Por fim, se deixar tenho ainda um universo de coisas para escrever, entretanto, na minha insignificância irei me retirar e serei encontrado por aí, e deixo abaixo uma reflexão de minha autoria.

” Sei que sou para muitos uma incógnita, um complexo de muitas coisas.  Acho que todos nós somos uma incógnita, universos únicos, nos resta portanto o respeito, o Namastê; a compreensão e a gentileza, afinal, o homem inteligente caí em um buraco de tempo em tempo, buraco este do qual jamais o sábio teria caído. Portanto, o fim das guerras se dá na morte do ego e na compreensão dos universos, assim existe paz e união entre os povos, sem julgamento, sem apontamento, apenas diálogo e desenvolvimento do amor ao próximo.”

FILÓSOFO:  NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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