O ESCÂNDALO DA VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE

Amigo leitor, eu, Nilo Deyson gostaria que a priori, você colocasse suas convicções e seu espírito ofensivo de criticidade de lado, pelo menos até o término desta leitura, assim apenas leiam e reflita, então depois sim, você poderá se colocar em campo no sentido crítico.

Vamos ver se a fera domesticada pela religião é de verdade um ser iluminado ou apenas condicionada à seu espaço em que ocupa no mundo. ( Filósofo Nilo Deyson Monteiro )

A espiritualidade que trago aqui não é aquela que as religiões criaram em seus condicionamentos e sistemas fechados.  Vamos trabalhar aqui a verdadeira espiritualidade.

Em primeiro lugar e antes de seguirmos, aprenda uma coisa: ” Aquilo que a mão direita fizer, sua mão esquerda não precisa saber.” Isto é, não fique se gloriando por ter ajudado alguma pessoa, faça isso como que se estivesse fazendo para Deus, porém, a verdadeira espiritualidade não espera que Deus venha abençoar por causa que ajudamos alguma pessoa, pois a verdadeira espiritualidade é muito diferente e profunda, ela não espera nada em troca, nem mesmo de Deus.  A verdade é que uma pessoa espiritual ou espiritualizada, ela ajuda sem nada esperar em troca, é algo natural do seu próprio espírito, é espontâneo e sem demagogia.

A espiritualidade de verdade não é ficar se gabando por fazer jejuns, por orar ou rezar com frequência, isso é condicionamento e não espiritualidade.

A espiritualidade é imparcial à qualquer intenção de demagogia sistêmica organizacional. Ela é na verdade independente, pura e transparente sem intenções.

Na espiritualidade há naturalidade e simplicidade. Tudo é simples, tudo desapegado. Não há vínculo com as inhacas das religiões.

Essa liberdade é Deus dentro de nós sem condicionamento religioso. Ainda que sejamos membros de alguma instituição religiosa ou até mesmo oficial de alguma delas, ainda assim, a espiritualidade é independente e não se envolve com o conhecimento religioso.

Neste sentido, trabalhamos nossa melhor versão através da busca pelo conhecimento, na literatura, nas pesquisas, no questionamento, na filosofia.

Em dado momento, cedo ou tarde, os religiosos em sua carreira de fé, terão uma crise existencial, onde se caso faltar o alto-conhecimento de quem são de verdade, muitos irão se decepcionar com sua religião e automaticamente se afastar daquilo que antes eles defendiam com sendo sagrado e deus.

Porém, o DEUS de verdade não hábita em condicionamento. A bíblia sagrada é tão importante quanto qualquer instrumento de fé de qualquer que seja a religião, sim, todas são importantes dentro de seus condicionamentos e sistemas religiosos. Obviamente, eu, particularmente como cristão que sou, acredito na Bíblia sagrada, porém, isso é algo particular meu, e como filósofo eu quero fazer você refletir e não acreditar no que eu digo.

Sua reflexão sobre a sua espiritualidade deve começar em sentir os espíritos, isto é, em sentir o seu próximo e respeitar o modo como ele pensa e vê o mundo.

Se alguém diz ser crente, espírita, católico, budista, judeu e etc., isso não passa de condicionamento desenvolvido a partir do espaço social e cultural ao qual o sujeito está inserido. Vejamos portanto o seguinte exemplo:  ” Se uma pessoa defende com unhas e dentes, olhos arregalados e paixão aflorada que ela é um evangélico, digamos porém, que ela não nasceu evangélica e sim foi condicionada à partir de uma crise existencial onde lhe foi apresentada essa hipótese de verdade última, no entanto, se ela nascesse na Índia ou por exemplo, na Coreia do Norte, crescendo por lá, e na idade adulta ela seria evangélica?  Pensa fora da caixinha. Acho que não né?!”

Portanto, ninguém nasce sendo, nós vamos nos tornando segundo o espaço em que estamos inseridos socialmente e culturalmente. Portanto, ser isso ou aquilo é apenas um rótulo, uma opção pessoal. O problema está no impedimento da livre expressão intelectual, onde em grande parte, as religiões obviamente possuem um sistema todo bem organizado onde seus fiéis e membros não podem pensar por si, e sim, são impostas nelas o modo único e fechado criado pela religião tal.

Segundo a filosofia, esse é um dos principais problemas complexos à serem discutidos, a relação homem e religião. Diversos filósofos falaram sobre o tema, entre eles se destaca Nietzsche, um dos maiores intelectuais de todos os tempos e que problematizou toda estrutura das religiões. O fato é que devemos ter cautela com nossas paixões ideológicas, pois a paixão é um estado de demência, onde ao passar do tempo vai acabar e poderá talvez surgir uma crise existencial.

Ninguém é igual, inclusive você que está lendo, pensa diferente de como você pensava à alguns anos atrás, logo somos todos seres transitórios e mutáveis.

Percebendo portanto, que tudo se move o tempo todo e que quase nada permanece como era antes, você percebe que é impossível um homem entrar em contato com as mesmas águas de um rio por duas vezes; uma vez que as águas já não são às mesmas da primeira vez, quiçá o homem.

Neste sentido, você entende que cedo ou tarde terá uma crise existencial onde muitas das coisas que defendia não passavam de estórias ou invés de história.

Neste momento, claro, é preciso se aprofundar nos estudos da literatura e pesquisas. Sugiro como educador e filósofo que você faça uma profunda pesquisa à respeito das suas paixões religiosas e espirituais, principalmente leia e pesquise fontes verdadeiras que te tirem o chão, ou seja, leia e pesquise a crítica, os opostos, a história e os motivos pelos quais sua religião se tornou uma religião. Leiam e tenha a vontade e a sensibilidade para questionar e perceber os pontos cegos na história. Neste momento, destrua a verdade com o questionamento e problematize as estruturas impostas pelo sistema, através de leitura e pesquisas nas fontes históricas. Sugiro também que você ouça professores, pessoas influentes nas duas pontas, tanto da situação quanto da oposição à sua crença e ao final de um certo tempo de trabalhos, leituras e pesquisas, você estará livre das mentiras incorporadas de verdade.

A espiritualidade é o pertencimento zero, ou seja, sem vícios e paixões afloradas.

Quando eu investigo minhas crenças e descubro que estou sendo enganado, então eu saio dela. Porém, se há obscuridade na estrutura dela, onde falta clarificação, eu me mantenha nela com imparcialidade e medindo o peso, separando o joio do trigo.

No entanto, se nela percebo o comportamento das pessoas contrárias à fé que confessam, eu me divirto no sentido de ver até onde poderá ir a hipocrisia. Cedo ou tarde eles se cansam do teatro. Aliás, o teatro de Deus na terra é às religiões. Pronto, penso e sou livre das religiões, respeito todas elas, inclusive sou oficial de uma religião, entretanto, me libertei desde que me deram às chaves que me livraram dessa prisão, a partir das injustiças  perseguições que enfrentei por ciclos, desde minha época de paixão aflorada pela minha religião, até o rompimento com essa paixão e o ingresso à filosofia que resultou na época à perseguição por ter visto da outra margem do rio à nudez das religiões, nudez que eu já via há muito tempo, pontos cegos, inacabados no sentido de espiritualidade, goteiras e problemas internos.

Eu, particularmente acredito no SENHOR JESUS como Senhor e Salvador. Pois DEUS, o Grande Arquiteto do Universo é quem dá o discernimento e a envergadura de espiritualidade. Essa espiritualidade não é só ler a bíblia, jejuar, orar, rezar ou fazer caridade, ou ganhar almas para o Senhor Jesus, pelo contrário, ela é infinitamente profunda e poucos em vida terão esse encantro com Deus, com sua real natureza, com sua consciência livre.

Os infernos e os céus são criados por nós.  Infelizmente, grande parte das religiões no mundo não preparam seus membros corretamente para o enfrentamento da vida. São quase todos vítimas fáceis dos infortúnios do mundo agressor. Não conseguem ficar à sós consigo mesmas. Não conseguem ficar sem falar contra seu próximo. Não conseguem silenciar a mente. Estão inquietas e agitadas como criança. Seja na fila de um banco ou outros, seja em um trânsito pesado, suas mentes não param de criar bobagens. Mentes tagarelas e viciosas, condicionadas à suas bolhas, seus mundinhos fechados.

Todos podem ter a liberdade da espiritualidade sem sair de suas congregações, tribus ou religiões. Basta trabalhar a verdadeira espiritualidade, se aprofundar em Deus dentro, Deus do Universo, não dá bolha religiosa.

Essa Deus é algo particular. Mate o pecado, faça morrer suas condenações. Esteja totalmente livre de ordens, de quem quer lhe impor pensamento e comportamento. Se liberte desses lobos que te impõe pensamento goela abaixo. Esses ditadores não gostam do diálogo, não suportam ser questionados, grande parte desses ditadores das religiões não conseguem sustentar suas teorias diante de um homem que já esteja no nível da verdade, isto é, na espiritualidade agasalhada não de achismos ou teorias que estudou, e sim de uma verdade clara e embasada na Bíblia e na real natureza que possuí toda dimensão de espaço, história e argumentação, bem como os frutos do Espírito, onde se empregam o domínio próprio, a compreensão, a compaixão e outros.

Desenvolver isso não é da noite para o dia, entretanto, a verdadeira espiritualidade é a liberdade de entrar e sair de tudo sem traumas, medos ou impedimentos.

A verdadeira espiritualidade não tira fotos no momento em que está ajudando seu próximo para ficar postando seu ego e demagogia. Pelo contrário, a espiritualidade é a ação voluntária, espontânea sem intenções pessoas. Se fizer alguma registro, que seja para promover e fazer ser conhecido a instituição ou a ação conjunta que precisa se divulgada, isso se for necessário, porém, se puder evitar melhor ainda, pois isso evita efeitos de entender como ato de demagogia e vaidade espiritual.

Quanto à Deus e sua criação, estamos em um universo infinito de dimensões incalculáveis onde são bilhões e infinitos bilhões de galáxias que se perdem de nossa noção, em cada qual milhões de estrelas e outros, que você pode pesquisar nas fontes que estudam o espaço e universo. O fato é que em meio à uma coisa inexplicável como é o espaço, creio que não estamos sós no universo. Acredito que o Grande Arquiteto do Universo criou tantas outras formas de vidas fora da terra, vidas essas que não temos nem tecnologia nem noção que possam alcançar elas em outros universos. Com isso, olhando para a terra, estamos em um número aproximadamente acima de 7 bilhões de seres humanos na terra. Aqui no Brasil são 27 Estados contando com o Distrito Federal, são mais de 5 mil municípios e milhões de pessoas diferentes umas das outras. Isso é de grande valor. No mundo todo somos todos ilhas isoladas, somos solitários em nós mesmos; isto é, somos todos diferentes uns dos outros. Neste sentido, é preciso respeitar o universo do outro e o modo como o outro vê o mundo e a vida, segundo seus condicionamentos.

Entretanto, nós, particularmente, necessitamos de alimentos para o espírito e para a alma, logo o surgimento das religiões. Contudo, esse alimento deve ser supervisionado por nós no sentido de sentir o espírito da intenção. Isso também se dá para com o nosso próximo, em ter essa envergadura de espiritualidade, para que através da nossa sensibilidade e atenção, possamos sentir o espírito dos universos, isto é, das pessoas. Após terminar essa percepção, podemos então colocar em campo o nosso espírito seletivo e crítico, no sentido de deixar com que às estórias e os más espíritos se vão, e, obviamente elencar em nossos recursos e caminho os espíritos positivos, levez e úteis para o nosso turno enquanto vida.

Enfim, que cada um possa melhorar sua versão como ser humano no âmbito da espiritualidade, respeitando às religiões, os pensamentos divergentes sem alarde, sem inclinação ao debate ofensivo e sim construtivo, que contribua para o desenvolvimento dos saberes dos espíritos afim de fazer com que cada ser humano saia maior de um diálogo do que no momento em que ele entrou no mesmo. A liberdade é a leveza da presença, a imparcialidade e o conhecimento fora do egocentrismo. Portanto, se cuidem durante essa pandemia que logo logo vai passar, e aproveitem para desenvolver seu mundo interior, sua dimensão de consciência e espiritualidade. Leiam sobre outras nações, países, culturas diferentes, costumes, afim também de elencar dimensão de consciência e espaço. Conheça a ti mesmo e não tenha medo do bicho papão da religião, são apenas ruídos e estruturas inventadas para organizar nosso lado bruto e animal, domesticar a fera.

” No Teatro de Deus, aqui na terra para mim particularmente tudo é muito divertido, desde as estruturas das religiões e sistemas existentes até o fim delas quando um ser humano caí em seu próprio buraco, ou seja, a ilusão; e após um tempo determinado pela suas próprias reações e tomadas de decisão sobre o que é a verdade, talvez um dia ele possa também enxergar como eu enxergo toda essa bagunça inventada pelos alucinados homens. “

FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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