O básico para entender o anarcocapitalismo

O anarcocapitalismo se opõe de forma sistemática a todas as formas possíveis de opressão, portanto, considerando que, nenhuma pessoa deve ser forçada a entregar parte dos frutos de seu trabalho a outrem, incluindo o pagamento de impostos.

Como teoria política o eixo central é o principio de não agressão, sendo que de acordo com esse principio, nenhum cidadão tem o direito de utilizar da violência contra pessoas e bens de terceiros. Esse principio distingue de forma clara a violência agressiva, que é ilegítima, e a violência defensiva, que seria perfeitamente legitima, por exemplo, a violência que os ladrões e estupradores exercem sobre suas vitimas é ilegítima, mas a violência exercida pelas mesmas vitimas para se defender é perfeitamente legitima.

Franz Oppenheimer definiu em sua obra O Estado, uma diferença entre os dois meios que podemos adquirir os recursos e as riquezas disponíveis, Segundo Oppenheimer, teríamos os meios econômicos, que seriam a produção e a troca. Esses meios são pacíficos e voluntários e alcançam um aumento geral da riqueza, sem prejudicar ninguém. Por outro lado, teríamos os meios políticos, que seria extorsão, fraude e roubo.

Os meios que precisam invariavelmente utilizar da violência também precisam da existência das riquezas geradas pelos meios econômicos, são parasitas e um jogo na qual a soma será sempre zero, portanto, só se pode aumentar a riqueza de um grupo em detrimento de outros. Segundo Oppenheimer, o Estado acaba sendo uma organização sistemática dos meios políticos.

Dado que o Estado se utiliza de forma sistemática os meios políticos e, portanto, acaba violando o principio de não agressão, a teoria anarcocapitalista considera o Estado ilegítimo e a solução é substituir por sistemas sociais, que são baseados em relações voluntarias e livres.

Essa teoria também busca a consistência na economia, justiça e historia, considerando  as três áreas de estudo fundamental, sendo assim, a maioria dos defensores dessa corrente não aceitam exceções injustificadas aos princípios dos quais partem.

Na área da economia, se considera que todas as leis econômicas se aplicam igualmente a todos os bens e serviços, sem distinção alguma. Princípios como utilidade marginal, calculo econômica, teoria do valor subjetivo, etc ., afetam todos os bens e serviços.

Na área da justiça não se aceita de forma alguma decisões arbitrarias, independente de quem cometa o ato, por exemplo, o roubo é injusto e ilegítimo, visto que pode ocorrer de forma violenta quanto por um representante publico que utiliza o Estado para a cobrança de impostos.

Já no terceiro campo de estudo, utiliza de estudos de  historiadores, antropólogos e sociólogos com uma profundidade na qual os mecanismos através dos quais as formas políticas que dariam, ao longo do tempo, origem a essa forma que hoje conhecemos pelo nome de Estado, sendo a origem do Estado, longe de ser um contrato social ou de relações pacíficas e voluntárias, está na guerra, na conquista e no saque.

Para terminar, é de grande importância esclarecer que o anarcocapitalismo não é uma filosofia moral e muito menos diz ás pessoas como viver, ou quais objetivos devem perseguir em suas vidas, limitando apenas a estabelecer as circunstâncias em que é justo ou legítimo o uso de violência física e aquelas em que não o é.

Indico autores desse pensamento como Murray Rothbard, Hans-Hermann Hoppes, Lew Rockwell, Ron Paul e Ludwig Von Mises param se aprofundar mais nessa corrente libertaria.

 

 

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Paranaense, Estudante de ciências econômicas e historia, formado em Logística e MBA em gestão de projetos. Leitor assíduo de filosofia e politica.

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