Minha Preferência ou Morte

O Problema da Polarização

Polarização, intrigas, ódio e morte, esse é o contexto político atual brasileiro. Um ambiente de muita razão e de poucas ideias. Parece sensacionalismo, porém, é a realidade. Imaginávamos estar evoluídos quando fomos munidos de belas palavras.

Globalização, pluralidade de ideias, e outras tantas palavras que se pronunciam na mídia e nas bancadas parlamentares. 

Porém, nos esquecemos de que palavras sem atitudes não produzem efeitos. 

E agora, o que temos para noticiar é violência, ódio e morte.

Um Novo Lema

O novo lema é, “Minha Preferência ou Morte”. Sinceramente, eu gostava mais daquele grito de ” Independência ou Morte”.

Mas, o que aconteceu com aquela polidez, a paz e o amor pregado nos palanques?

Vejam só, não estou aqui escolhendo um lado, até porque, não quero ser apedrejado(e é só o que falta acontecer). Basta ter opinião para começar a padecer.

No entanto, sou coagido a escolher um lado. Até mesmo em uma roda de conversa com os “filhos da luz”.

Perderam o foco, sei lá, talvez a verdadeira confiança, a verdadeira esperança, o livro Sagrado deixa bem claro isso. 

O Assunto do Momento

Mas o assunto do momento é ser de esquerda ou direita. Ter um lado parece mostrar a coragem de quem deseja um futuro melhor, ainda que, a preço de sangue. A bem da verdade é que as grandes conquistas da humanidade foram marcadas com sangue. No entanto, o meu desejo, e de muitos, era que nesse século fosse tudo diferente.

A esquerda e a direita, se é que posso  mencioná-las nesta ordem, (afinal, não há como agradar os dois lados simultaneamente), conseguiram o que queriam. Criaram seu exército, adeptos fiéis à sua causa; olhos vendados, corações petrificados, armas nas mãos, e um propósito, a razão. 

Falando a verdade ou a mentira, o importante é vencer; a mentira se eterniza por um bem maior. Esse bem está muito aquém das reais necessidades do povo, mas não interessa, o que importa é estar no poder.

As Divergências

Há controvérsias, o coração do homem se encontra do lado esquerdo,  mas “o coração do homem reto do lado direito”.(Bíblia Sagrada

Mas quem é esse homem reto? O meu candidato ou o seu? O meu deus ou o seu? Porque o verdadeiro Deus é de todos, não importa se, certos ou errados, se bom ou maus, ele envia a chuva a todos, e por todos vela, na esperança que se arrependam das suas más obras.

Portanto, para quem não sabe, esses termos( esquerda e direita) nasceram em 1789, na Revolução Francesa, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda(Wikipédia), e assim essa divisão permanece  até os nossos dias. E o resultado de tudo isso não é muito satisfatório.

O Resultado

E agora, os partidários do rei que na verdade, tinham outro Rei, decidiram dissimular, na verdade, nem todos, mas uma grande parcela dos seus súditos extrapola com todas as forças, perdendo aquele seu pacifismo característico. São alimentados pelo ódio de quem tem a razão, ainda que a verdade que está ao seu favor seja a primeira a reprovar  esse ódio.

Já os súditos do cognominado “Vilão” acreditam na prosperidade prometida há décadas, mas, protelada por escândalos e mais escândalos, que agora, não passam de velhas fábulas. Segundo ele, o Vilão, tudo se fez novo e o impraticável a anos, agora é possível, acredite quem quiser. 

Por fim, seguimos nessa tônica, como espectadores de uma trama lamentável, egoísta, ridícula e repleta de demagogia. Toda disputa tem um vencedor, mas talvez essa se tornará historicamente a que acumulará apenas perdedores.

 



Carlos José, é Cristão, Graduando em Pedagogia pela Faculdade Dom Alberto, Bacharelando em Teologia pelo Instituto Educacional Videira , Articulista e amante da leitura e da escrita .

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