Montanha monumental

IMANÊNCIA & TRANSCENDÊNCIA – Filósofo Nilo Deyson Monteiro

Imanência e transcendência

Por FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO

Amigo leitor, quanto maior for seus conhecimentos na vida no sentido literário, filosófico, histórico, maiores serão os ombros de gigantes onde enxergará além dos confins de seus limites últimos. Neste sentido, aproveite a leitura para fazer anotações e posteriormente, ler livros que auxiliam na ampliação da dimensão de consciência sua, em relação à realidade. Os termos imanência e transcendência são opostos e designam, respectivamente, aquilo que se encerra em si mesmo e aquilo que tem uma causa maior e exterior a si mesmo.

Platão foi o primeiro filósofo a reconhecer o lugar da imanência e da transcendência na História da FilosofiaPlatão foi o primeiro filósofo a reconhecer o lugar da imanência e da transcendência na História da Filosofia

O filósofo antigo Platão foi o primeiro a reconhecer a diferença entre uma realidade imanente e uma transcendente em sua Filosofia, pois ele estabeleceu a distinção entre duas realidades: uma realidade material e sensível e outra realidade imaterial e suprassensível.

Imanência e Transcendência

Em geral, a imanência refere-se a algo que tem em si próprio o seu princípio e seu fim. A transcendência, por sua vez, faz referência a algo que possui um fim externo e superior a si mesmo. A imanência está ligada à realidade material, apreendida imediatamente pelos sentidos do corpo, e a transcendência está ligada à realidade imaterial, de uma natureza metafísica e puramente teórica e racional.

Desde Platão, a Filosofia tenta lidar com a diferenciação dos dois conceitos, visto que são antagônicos e que suscitam a discussão acerca da validade de cada um ou da superioridade de um deles.

Durante a Idade Média, a discussão acerca da validade de cada um desses conceitos dividiu o pensamento entre os filósofos neoplatônicos, como Agostinho, notadamente defensores da superioridade inquestionável da transcendência, e os filósofos aristotélicos, como Tomás de Aquino, que defendiam a validade da realidade imanente.

Contexto religioso

Essa discussão sobre a diferença entre os dois termos permeia a religião e pode ser mais bem visualizada no contexto religioso. Podemos classificar as duas, em relação ao pensamento religioso, da seguinte maneira:

  • Imanência: relaciona-se às religiões panteístas, como as religiões africanas e o hinduísmo. Aqui, a concepção da ideia de Deus não se separa da matéria, sendo parte integrante e indissociável dela. Deus está em tudo, permeia tudo e não é uma entidade criadora, mas, sim, organizadora. Na Filosofia, o pensador holandês Baruch de Spinoza propôs uma ideia de Deus imanente e panteísta, resumida na máxima: Deus sive natura (“Deus, ou seja, a natureza”). Deus seria uma substância presente em tudo e que participa de tudo;
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    Transcendência: a tradição judaico-cristã e islâmica está baseada na noção de um Deus transcendente, ou seja, uma entidade primeira e separada da matéria que foi responsável por criar a matéria. Para o cristianismo, porém, a figura de Jesus Cristo é a personificação imanente do Deus transcendente.

Crítica de Kant

Immanuel Kant, filósofo alemão iluminista, apontou a necessidade de uma crítica revisionista à metafísica feita até então e fez uma distinção entre aquilo que podemos conhecer (o que está presente no tempo e no espaço, portanto, é imanente) e aquilo que podemos apenas entender (aquilo que não está no tempo e no espaço, portanto, é transcendente). Porém, esse pensador adiciona ainda a noção do transcendental, referindo-se a ideias que podem ser obtidas a partir de uma primeira experiência empírica.

Embora sejam termos antagônicos, os dois complementam-se, já que a explicação de um torna-se mais clara com a explanação do outro. Vistos do ponto de vista da Religião ou da Filosofia, são conceitos de suma importância para fazer a distinção entre um conhecimento de ordem teórica e um conhecimento de ordem prática.

Filósofo Nilo Deyson Monteiro Pessanha  ” Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa”

” Dominar todas as teorias e técnicas possíveis, sendo diante do coração humano, simplesmente outro coração humano. Entrar e sair de todas as circunstâncias da vida sem traumas, sem nada levar consigo, senão sua própria grandeza em segundos ficados na eternidade não de verdade compreendida em sua potência. ”

Nilo Deyson Monteiro Pessanha



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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