Guerra: Interesse de uma minoria, promovendo a destruição de uma maioria

Toda guerra traz a reboque em seu contexto político a ganância pelo poder desacerbado movido pela vaidade de poucos e extermínio de muitos.  Até aí sem novidades, porém existem outras intensões implícitas que não estão bem expostas.

Os investimentos em material bélico é de larga proporção e possui prazo de validade, caso não sejam utilizados esses artefatos em um determinado período, perdem suas finalidades o que significa um prejuízo material as vezes maior que o de uma guerra, o que significa entender os motivos aparentemente sem explicações para iniciar desencadear ataques.

Uma outra possibilidade seria países entre as grandes potências fazer da guerra um motivo para desvio de desenvolvimento tecnológico de outros países devido ao alto custo de uma guerra.  Desacelerar tecnologia de países que representem ameaças, pode está contido no objetivo de uma suposta e inexplicável guerra.

Outra possibilidade seria promover o medo em uma determinada região para dar uma impressão de poder maior que a realidade, o que lhe renderia favorecimentos políticos e econômicos através da conquista de territórios, ganhando visibilidade de poder e ameaça para países próximos, como estamos vendo atualmente na Ucrânia.

Essas são apenas algumas das possibilidades que alimentam o desencadear de uma guerra, porém um ponto é fato, o viés da brutalidade e banalização da vida parece não ter sido abandonado da essência do homem desde a pré história.

Por vezes até inconscientemente nos pegamos fazendo alto questionamento do por que uma minoria tem o poder de causar destruição em massa, exterminando uma grande maioria.  Intrigante é que essa grande maioria é quem extermina uns aos outros e entre si promovem uma autodestruição.

Ao observarmos a forma abrupta com que as guerras ocorrem, podemos observar que a evolução humana por vezes parece ter sido interrompida, onde o próximo passo é a implosão levando a um poço sem fim.

O pós guerra em suas primeira e segunda ocasiões, foram imensuravelmente dolorosas, porém a beira de uma terceira guerra mundial, vivemos sob a incerteza de não haver um pós guerra em função das ameaças de armas nucleares.  O mais pessimista dos videntes jamais poderia imaginar tal cenário, onde uma única mente decidiria desafiar poderosas nações colocando em risco a existência de vida no planeta.

Para muitos o momento passa despercebido e é tratado com indiferença, afinal ainda não estamos sofrendo consequências, com a impressão que aqui, do outro lado do mundo estamos imunes ao efeitos das inconsequências da guerra russa contra a Ucrânia.

Estamos vivenciando um divisor de águas onde de um lado encontra-se uma dura e cruel realidade que ameaça a vida global.  Do outro lado a incerteza do que nos espera, porém, uma essência ainda pode ser extraída do atual momento, a reflexão sobre de onde viemos, nossos propósitos e o que fizemos deles, nossa contribuição para um mundo melhor e para onde vamos.  Tal reflexão pode não reverter um possível e indesejado destino, mas certamente nos fará minimamente conscientes que não contribuímos para concretização das catástrofes contra a humanidade.

Não custa alimentar a esperança de que por algum caminho, a paz possa impedir o avanço das ameaças a vida, pois se chegamos até o caos, é porque de alguma forma subestimamos o poder da paz.



Mercadólogo, consultor comercial, teólogo, coach, psicanalista.

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