Flamengo conquista o bicampeonato da Libertadores contra o River Plate

    Após sair atrás no placar, Gabigol faz 2 no fim do jogo e define a partida a favor do rubro-negro carioca;

    A data de 23/11/2019 ficará marcada, mais uma vez, na memória dos torcedores do rubro-negro carioca. A final da Taça Libertadores 2019 foi disputada em Lima (Peru), e pela 1ª vez em jogo único, traria a campo as equipes do Flamengo e do River Plate para consagrar a temporada de apenas um deles.

    O rubro-negro carioca buscava o bicampeonato continental, após o título de 1981 (na mesma data de 23/11, todavia no ano citado anteriormente), e os Milionarios buscavam o pentacampeonato da Libertadores, além de ostentarem o posto de atuais campeões da competição.

    Os comandados de Jorge Jesus vinham a campo com força máxima e no habitual 4-2-3-1, com a força ofensiva dotada do meia uruguaio Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Bruno Henrique, que municiariam o centroavante Gabigol. Já os selecionados de Gallardo vinham a campo no 4-1-3-2, tendo o poderio ofensivo depositado nos atacantes Suárez (argentino) e Borré (colombiano).

    O colombiano seria, inclusive, quem abriria o placar a favor do River Plate: aos 14 minutos de jogo, o volante argentino Fernández cruzaria de carrinho e a bola encontraria Borré livre na área. O centroavante bateria rasteiro e faria 1×0 para a equipe argentina na final da decisão continental, com seu 3º tento na Libertadores 2019.

    No segundo tempo, o técnico português Jorge Jesus mexeria na equipe aos 20 minutos (após a lesão do volante Gerson) e poria o meia Diego Ribas, além do meia-atacante Vitinho mais para o fim da partida – este no lugar do volante Willian Arão. As alterações surtiriam efeito e puseram o Flamengo pressionando o plantel argentino, que tentou se defender ao colocar o zagueiro chileno Díaz em campo.

    Todavia, aos 43 minutos da segunda etapa, Bruno Henrique passou para o meia uruguaio Arrascaeta na esquerda. Ele, após passar de carrinho para o centro da área ao ganhar disputa com o zagueiro (e capitão) Pinola, serviu o atacante Gabigol, que só teria o trabalho de empurrar para o fundo das redes e empatar a partida para o Flamengo. Este era o 8º gol do centroavante rubro-negro, artilheiro da competição.

    E o futuro reservaria uma glória ainda maior para Gabigol. Aos 47 minutos do segundo tempo, ele disputou a bola com dois marcadores do time argentino, ganhou a bola do zagueiro Pinola e soltou a bomba de pé esquerda para vencer o goleiro argentino Armani e selar a virada rubro-negra na final da Libertadores, após 38 anos.

    Num jogo dramático, o Flamengo conseguiu se superar e, ainda que tenha saído atrás do marcador, pôde virar a partida em noite inspirada do seu artilheiro no ano. Gabigol faturou a artilharia da competição continental e foi eleito o melhor jogador da final, ao passo que Bruno Henrique foi eleito o melhor jogador da Libertadores 2019. Depois do título de 1981, o Flamengo conseguiu conquistar a Libertadores pela 2ª vez em sua história e com 2 gols do mesmo atleta na final (visto que em seu primeiro título, o ídolo rubro-negro Zico fez 2 tentos contra o Cobreloa).

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Graduado em Administração na UFRRJ, Apaixonado por Futebol, Flamenguista por Opção, Geek por Natureza, Carioca de Nascimento, Amante de Livros, Cinéfilo, Curte Contar/Apreciar Boas Histórias e Experiências de Vida, Autor do livro "Veredas da Vida: Poéticos Conselhos" (Chiado Books), Sempre em Busca de Novos Objetivos.

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