Filarmônica da vida

Filarmônica da vida

Passamos por um momento de nossa história que descrevo como um show de horrores. Pouco se tem a dizer quando nosso modo de agir esta pautado pelo simples desejo de vingança, vitimismo e egoísmo. Temos tão pouco a dizer e muito pouco desejo de agir. Quem sabe um dia tenhamos condições de compreender e aceitar que poderíamos ter feito muito mais do que estamos fazendo.

Quando amanheceu tudo estava muito diferente do costumeiro, era tudo tão profundamente estranho, sentia um clima denso e mortalmente asfixiante. Subitamente me dei conta que vivemos em um planeta maravilhoso, composto por pessoas extremamente vingativas, egoístas, mesquinhas e acredite completamente irresponsáveis.

O desejo dessa galera é delirantemente destruidor por sempre querer consumir mais e mais, custe o preço que custar, sem medir nenhuma consequência para o futuro. Esse desejo doentio não é só pelo consumo em si, também é por vitimismo, vingança, egoísmo são com essas energias que chegamos exatamente onde estamos agora.

Nunca pensamos sobre a origem do porque tanto consumimos “coisas”, simplesmente sentimos vontade e consumimos, consumimos até nos machucarmos e machucarmos os que estão a nossa volta. Nos realizamos quando conseguimos machucar as pessoas que estão a nossa volta, com os nossos sentimentos doentios de vingança, vitimismo, egoísmo, como nós nos realizamos quando constatamos que nossa busca foi bem-sucedida.

Nós consumimos dos nossos sentimentos doentios mais secretos, e o fazemos com a consciência mais tranquila possível, com a consciência dos psicopatas. Somos incapazes de sentir qualquer sentimento de remorso. Somos impenetráveis a qualquer capacidade de mudança de consciência ou um simples gesto de empatia.

Por enquanto, sigo buscando a mudança pessoal tão almejada, o que considero muito pouco quando se vive em uma sociedade. Viver em sociedade significa ter capacidade para fazer reais mudanças em prol do desenvolvimento comunitário, mudanças que acrescente harmonia no todo.

Que a nossa busca por uma mudança real sempre nos anime a prosseguir focado no melhor que podemos oferecer nesse momento.



Carlos de Campos nasceu em 1980 em Biritiba Mirim, São Paulo. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-o, poeticamente, através do seu minucioso olhar. Autor do Livro Enquanto a solidão me abraça https://caravanagrupoeditorial.com.br/

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