Figuras da linguagem

 

O poeta como conservador de sua efemeridade

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O poeta vive de metáforas, sempre diz que seu amor…
É como uma avalanche.

O poeta vive de metonímias, sempre diz que seu amor…
Precisa do meu.

O poeta vive de sinestesias, sempre diz que seu amor…
Sentiu o fogo de seu coração.
O poeta vive de catacreses, sempre diz que seu amor…
Está dentro do céu de sua boca.

O poeta vive de antíteses, sempre diz que seu amor…
Dormiu acordado.
O poeta vive de paradoxos, sempre diz que seu amor…
Tão pobre se tornou rico ao te ver.

O poeta vive de eufemismos, sempre diz que seu amor…
É como se fosse uma flor…
O poeta vive de hipérboles, sempre diz que sem seu amor…
Morre de tristeza.

O poeta vive de ironias, sempre diz que sem seu amor…
Torna-se como um bom lanche: frio e sem sabor.
O poeta vive de apóstrofes, sempre diz que sem seu amor…
Torna-se infeliz, tristeza abundante, Oh Deus!

O poeta vive de personificações, sempre diz que sem seu amor…
Seu coração torna-se em prantos.
O poeta vive de pleonasmos, sempre diz que sem seu amor…
Saiu para fora de si mesmo…

O poeta vive de cacofonias, sempre diz que sem seu amor…
Vi ela com prantos.
O poeta vive de comparações, sempre diz que sem seu amor…
Seu coração é como gelo, frívolo e sem virtudes.

O poeta vive de gradações, sempre diz que o amor…
Cresce, vive e morre.
O poeta vive de antonomásias, sempre diz que o amor…
É a voz.

O poeta vive de anáforas, sempre diz que o amor…
É o seu próprio amor, que vive do amor do outro.
O poeta vive de polissíndetos, sempre diz que o amor…
Ou vive, ou ama, ou chora…

O poeta vive de quiasmos, sempre diz que o amor…
O persegue, triste me torno e ele perseguido se torna, triste.
O poeta vive de silepses, sempre diz que o amor…
É a dama de seu olhar.

O poeta vive de elipses, sempre diz que o amor…
Gosta de virtudes, você de felicidades.
O poeta vive de hipérbatos, sempre diz que com o amor…
Observava anteriormente as virtudes, nos poetas.

O poeta vive de assíndetos, sempre diz que com o amor…
Vive, respira, observa, ama.


 

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Graduação em andamento Letras - Português e Literaturas de Língua Portuguesa (UNISA), com finalização prevista para dezembro/2021 Ensino médio integrado ao curso Técnico em Informática (UNASP), término em dezembro/2018. Atualmente, participa dos grupos de Pesquisa: GEPOEX (USP), sob a orientação do prof. Doc. Antônio V. S. Pietroforte, em que concentra-se em estudos de poéticas experimentais, sob as linhas de pesquisa principalmente pautadas pela semiótica Francesa - e Arte, Cultura e Imaginário (UNISA), sob a orientação da prof. Doc. Maria Auxiliadora F. Baseio, pela qual concentra-se nos estudos do imaginário, pautando-se principalmente pelas concepções interdisciplinares Participa ativamente de atividades acadêmicas, dentre elas: a apresentação de comunicações em eventos científicos, participação de cursos de extensão, realização de monitorias, minicursos e palestras, apoio tecnológico e comissão de informática, criação de comunicações visuais e auxílio editorial. Possui experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Linguística Computacional e Tecnologia da Informação Linhas de Pesquisa: Linguística Aplicada; Linguística e Semiótica; Arte, Cultura e Imaginário.

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