Educados e Realizados

Realização

Realização é algo que todos esperamos.  Ser um profissional reconhecido na área em que atua é um dos maiores prêmios corporativos que a pessoa pode receber . E isso, acaba  se tornando um paradigma em nossas vidas.

Por isso, cada vez mais cedo, jovens, e até crianças estão preocupados com qual rumo irão seguir na vida. Uma pitada de ansiedade, unida a uma educação a nível vertical faz com que nos preocupamos com algumas coisas antes da hora.

Bem como, a cobrança dos pais lança uma carga de responsabilidade enorme sobre os tenros ombros de alguém que ainda está prestes a chegar a puberdade.

Lembra daquela pergunta que você ouvia quando criança? “ hei! menino! o que você vai ser quando crescer?

Pois é, isso ainda soa em muitos ouvidos até o dia de hoje, e pasmem os senhores, tem “ marmanjos ouvindo essa pergunta ainda”.

A Precariedade da nossa Educação

Destaca-se, sobre isso, a precariedade da educação no Brasil, desde sempre.  Desde o período colonial quando ainda primava a educação jesuítica. Isso contribuiu para o atraso do Brasil em áreas como tecnologia, desenvolvimento sustentável, medicina, etc.

Sem dúvida, essa deficiência educacional, fecha os horizontes dos aspirantes a grandes desbravadores da própria existência.

E ainda, Como dizia Maria Montessori: A verdadeira educação é aquela que vai ao encontro da criança para realizar a sua libertação.

Quando crianças, não fomos libertos para pensar, e ainda hoje poucas crianças o são. Treinadas para “tirar nota”, entra ano e sai ano, continuam sem enxergar  de forma mais ampla a vida.

Uma vez que, não fomos preparados para a vida, chegaremos, muitos de nós, à fase adulta, totalmente perdidos.

A exemplo disso, vemos os cursinhos preparatórios para vestibular, e ainda, uma enxurrada de testes vocacionais na internet. 

Tudo isto, para suprir o que não pudemos absorver no tempo oportuno. Porém, há algumas exceções, pessoas que se destacam no mercado de trabalho e na vida,  mesmo não tendo trilhado o caminho dos estudos.

No entanto, em paradoxo a isso, alguns doutores com suas atitudes esdrúxulas demonstram o desperdício de anos debruçados sobre os livros.

Ademais, os “marmanjos” que citei acima, não de forma pejorativa, são aqueles que terminaram o ensino médio e não ingressaram em alguma faculdade.

Portanto, esses agora, alguns a mais de dez anos, retornam aos bancos escolares. Muitos com os seus objetivos definidos, outros apenas com o sonho de obter uma graduação; e ainda, há também aqueles desorientados vocacionalmente.

O que as pessoas querem

Desse modo, toda essa classe de pessoas, têm algo em comum, querem alcançar uma realização. Dessa forma, podem tornar-se  pessoas realizadas fazendo o que gostam,  recebendo a devida recompensa, e o reconhecimento pelo que fazem.

No entanto, homens e mulheres de todas as idades ainda anseiam desesperadamente por uma colocação ou recolocação no mercado de trabalho; os jovens temendo as surpresas do novo emprego, e os mais maduros, o fantasma do desemprego.

Mas todos eles retratam um país que precisa de um desenvolvimento educacional sólido, consistente e que venha de encontro às necessidades do presente século.

E você, o que vai ser quando crescer?



Carlos José, é Cristão, Graduando em Pedagogia, e amante da leitura e da escrita .

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