É muito difícil!

Sabe qual é uma das coisas mais difíceis do mundo inteiro desde o princípio da humanidade? Pôr-se no lugar do outro! Não importa o que você pense, não importa o que você diga, não importa o que você faça.

Até o momento em que você se ponha no lugar do seu vizinho, você não sabe de nada do que ele passa.

Empatia é a palavra da década, mas, pouca gente entende seu real significado. E menos ainda entende como praticá-la. Apesar de estar na moda, ela é extremamente mal interpretada e muitas inverdades são ditas como sendo sua precisa definição.

Como eu prefiro ensinar do que brigar, vou lhe mostrar neste artigo 5 maneiras que você pode e deve empregar a empatia na sua vida. Mas, antes, deixa eu te explicar rapidinho o significado dessa palavra e o motivo dela ser tão importante hoje, em especial.

Empatia, de acordo com o dicionário sinônimos.com.br, significa identificaçãocompreensãoentendimento,

afinidadesintonia. E, é extremamente  importante no mundo em que vivemos para evitarmos atrocidades cometidas no passado e passarmos a vivermos em harmonia crescente, numa sociedade orientada para a paz e colaboração.

Eu não sei se você reparou, mas o modelo de produção e o modelo social estabelecidos passam por sucessivas crises, as quais, se não produzirem formas alternativas mais sustentáveis e ecologicamente corretas, nos incluindo no conceito de meio ambiente, não sobrará muito para nós, enquanto espécie.

E a empatia perpassa essas soluções possíveis. É ingrediente fundamental para que a receita dê certo. Sem ela, é como fazer omelete sem ovo, não dá!

Quando identifico-me com um problema, situação, ideia, cultura, visões políticas e culturais, filosofias, não significa que estou necessariamente tomando partido.

Significa apenas que reconheço que há algo naquele objeto de identificação que tem alguma relação comigo. Essa relação tanto pode ser boa, quanto pode ser má.

Isso é importante ser sublinhado. Nem todo mundo tem essa clareza. Sabe quando você olha para alguém que não conhece e já não gosta?

Algo nessa pessoa se relacionou negativamente com você e sua bagagem psicológica, educacional, cultural, política, filosófica, religiosa, bom, a esfera não importa muito.

O importante é que daí que costumam nascer os pré-conceitos, isto é, você não conhece, mas já julga de modo categórico, como se soubesse muito sobre o caso.

Quando você compreende de modo amplo, profundo e sem julgamentos as condições suas e do outro, você entende de modo único o que pode ser feito para melhorar ambas as situações, mesmo que não as resolva.

Pois você entende que, geralmente, a resposta a um desafio, está no próprio desafio. E você o analisa com calma, paciência, entende sua mecânica e que botões podem ser apertados, quais parafusos podem ser afrouxados e como isso pode beneficiar genuinamente as pessoas envolvidas. Pode não parecer, mas isso é um grande superpoder.

Quando você entende algo ou alguém, você consegue se conectar mentalmente com esse algo ou alguém. E passam a falar a mesma língua, por assim dizer. Entendimentos evitam problemas desnecessários e firmam parcerias.

Parcerias tendem a serem criativas, construtivas e atenderem ao bem comum. E todos ganham, começando pelos parceiros em si.

Quando você se afina a algo ou alguém, você tem proximidade. É inevitável. É como as batidas do coração: não dá para desligar quando você bem entende. Há um magnetismo que te atrai sem explicação aparente.

Quando você está em sintonia, é quando você sente que aquela outra coisa ou pessoa é um pedaço integrante daquilo que você mesmo é e vibra a mesma energia, na mesma frequência, no mesmo ritmo, e parece que o mundo se tornou um lugar espelhado.

Tudo isso é realmente bonito, mas, são apenas definições de demonstram graus de empatia. Agora, vamos olhar como isso se aplica na vida nossa de cada dia e como se relaciona com Educação e Desenvolvimento Pessoal.

Para isso, vou contar uma pequena história. Vá ao banheiro, lave as mãos, beba água e pegue a pipoca, sim? Vai ser legal. Hoje vou contar a história do meu amigo fictício, o Lucas.

O Lucas é um rapaz de 26 anos e mora no Rio de Janeiro. Ele trabalha, estuda, namora, pega ônibus cheio, metrô entupido e engarrafamento na Avenida Brasil todo sando dia.

Eu vou contar hoje uma coisa que aconteceu ontem com ele. a notícia está fresquinha ainda! Ontem de manhã, o Lucas acordou muito atrasado para o trabalho.

Ele mora em Santíssimo, sabe onde fica? É depois de Campo Grande. Sabe onde fica Campo Grande, não é? Não?! Olha no Google Mapas! Basta saber que é longe para caramba do Centro da cidade. Que é onde o Lucas trabalha.

Bom, ele chegou tarde em casa devido aos bloqueios na Avenida Brasil por causa do episódio de insegurança pública que ocorreu. Ele vinha da faculdade e as retenções atrapalharam bastante a circulação de ônibus e o tráfego de modo geral.

Assim, ele chegou em casa depois da meia-noite. Ainda foi comer, tomar banho, escovar os dentes, arrumar a bolsa e a roupa para o dia seguinte, enfim, foi dormir às 2h da manhã. Ele tinha que estar pronto para sair às 5h da manhã. O que não aconteceu, como pode imaginar.

Ele levantou no susto da cama às 5h30m da manhã, para ainda tomar banho, comer, escovar os dentes, se vestir, pegar a bolsa e ir trabalhar. Desnecessário dizer que ele chegou super atrasado.

Do lado de dentro da condução, ele telefonou para o escritório onde trabalha, para explicar que houve um imprevisto e precisaria chegar atrasado, mas, que não se preocupassem, pois, ele estava bem e iria compensar as horas.

Quando finalmente ele conseguiu parar de se desculpar ao telefone, uma senhora idosa lhe disse que ele não se preocupasse, pois, todo mundo estava sabendo da situação e o chefe dele não iria ficar bravo. Olha o entendimento aí.

Ele sorriu, agradeceu e continuou se segurando para não tombar na curva antes de chegar na estação de trem. Hoje ele iria de trem, para andar mais rápido.

Voando pelas escadas de acesso, ele esbarrou num outro rapaz, que quis arranjar confusão com ele, mas, rapidamente Lucas pediu desculpas e seguiu seu rumo. O outro rapaz não foi muito compreensivo, certo?

Na fila da roleta de acesso, uma moça deixou cair sua carteira da bolsa ao pegar seu bilhete de vale transporte. Ela estava atrás de Lucas, mas, a moça que estava à frente viu e o cutucou, achando que ele iria se aproveitar da distração e dividir o conteúdo com ela.

Mas, Lucas fez algo diferente. Ele abaixou, pegou a carteira e devolveu para a moça, afinal, quem sabe o quanto faria falta para ela, não é? Se dinheiro brotasse em árvores, a Amazônia não estaria ameaçada.

Mas, a moça entendeu de outra forma. Achou que ele bateu a cateira dela, retirou o que quis e devolveu a carteira vazia, sem nem olhar se isso realmente procedia. Como chamamos isso mesmo?

Com isso, ela fez um escândalo, fez os guardas virem em seu socorro. Até o Lucas provar que nada de errado ele fez, levou quase vinte valiosos minutos.

Finalmente, descendo pelas escadas de acesso da plataforma, ele perde o trem!

 

 

 


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Estudante da vida e suas conexões, professora por ofício e vício, pesquisadora por necessidade, ajuda as pessoas a atingirem suas metas de modo personalizado, barato e sem justificativas usando a Educação como principal ferramenta.

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