Dredd – A Virtude Humana nas Mega-cidades

“Ma-Ma não é a lei, eu sou a lei. Ma-Ma é uma criminosa comum, a partir de agora condenada à morte… É hora do julgamento”

Quem já assistiu a produção do diretor Pete Travis sabe que em diversos momentos da trama o juiz arrepia o público com frases de efeito e sua expressão facial no maior estilo Clint Eastwood.

O filme que mostra algumas cenas do ponto de vista dos drogados, provoca um efeito pseudo-paradoxo do spoiler, um tanto agonizante.

A trama acompanha uma patrulha de rotina do juiz Dredd e da sua parceira Anderson que tem poderes telepáticos, ainda em estado de aprovação, em uma cidade vertical. O que deveria ser uma simples operação se torna uma caça às bruxas que resulta em dezenas de mortes e a destruição de um sistema de fabricação e distribuição de drogas.

A produção conta com um universo semi-desenvolvido, pós guerra nuclear e utópico degradante. A justiça é baseada na automatização e aplicação de um código rígido de regras que pune os infratores com atitudes falacianas e extremamente legalistas.

A discussão sobre a legitimidade dos agentes da lei, não é mais aprofundada por um simples detalhe: os homens e mulheres do Salão da Justiça recebem os títulos de júri, executores e juízes.

O grande atrativo é a tensão contínua e as cenas de combate entre centenas de narcotraficantes sobre o comando da Ma-Ma e dois juízes, que se estendem por duzentos andares.

Também é abordada a corrupção e a divisão entre os homens da justiça e os cidadãos comuns que ficam à mercê da criminalidade. Mega City One quebra sobre seu próprio peso e por causa do fator humano é impossível de salvar.



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