Dependente químico: saiba quais as principais dificuldades

A dependência química é uma das maneiras de comportamento compulsivo, seja ele por compras, jogos, bebidas ou cigarros. Esse problema tem sido um dos maiores relacionados a saúde física e mental da humanidade.

Pensando em trazer informações relevantes sobre o assunto,  trouxemos esse post para que você consiga entender quais as principais dificuldades de dependentes químicos.

Existem locais específicos que tratam esses tipos de problemas, e uma delas é a Clínica de Reabilitação – Núcleo Viver Sóbrio. Veja a seguir algumas informações importantes acerca das principais dificuldades de dependente químico. Confira:

Como diagnosticar o quadro de dependência química?

A passagem de um usuário comum para o dependente químico normalmente é lenta e imperceptível para as pessoas que convivem com o paciente. Alguns pontos ajudam nessa identificação, são eles:

Perda do controle do uso

Quando o paciente mostra compulsividade no uso da substância. A vontade de usar vence a consciência.

Repetição do uso independente dos prejuízos

O paciente apresenta abstinência por um período, geralmente por dias, e quando retorna ao uso, o quadro é agravado.

A substância passa a ter uma importância significativa

Alguns pacientes apresentam um apego fora do comum sobre cocaína, álcool e THC. Eles tendem a defender o uso apresentando benefícios com argumentos que surgem em suas mentes.

Principais dificuldades de dependente químico:

Eles não admitem o problema e defendem com exagero o uso das substâncias. Eles tendem a proteger somente o que pensam sem pensar na opinião das pessoas. Os mecanismos mais utilizados são:

–       Negação

–       Minimização

–       Racionalização

–       Simplificação

–       Projeção.

Aumento da tolerância quando comparada a outras substâncias

O organismo tende a se adaptar com o uso contínuo da substância, com isso, cada vez mais a pessoa precisa de uma quantidade maior da substância para se satisfazer e obter o mesmo efeito. Isso não é perceptível para o paciente.

Uso contínuo

A substância passa a ser consumida cada vez mais, tanto em quantidade aumentada como em frequência. O consumo pode passar a ser diário em alguns casos, várias vezes por dia.

Desconforto quando há ausência da substância

A falta da substância pode trazer alguns sintomas de abstinência como irritabilidade, insônia, ansiedade e até outros maiores como alucinações, delírios, sudorese e tremores. Cada sintoma pode variar de acordo com a substância.

Qual o melhor tratamento?

Conscientização

É preciso ajudar o paciente a entender sua realidade de dependência e seu nível de dependência. Suas defesas fazem com que ele não consiga reconhecer seu estado, e com isso, ele continua com o uso.

Desintoxicação

Esse processo é natural do nosso organismo. Quando o consumo é cessado, o paciente passa a dormir melhor e a comer melhor. Com a ajuda de alguns medicamentos orientados pelo médico, existe uma melhora no quadro.

Na maioria das vezes, é após a desintoxicação que o paciente reconhece seu estado. É comum que o paciente consiga relatar seu consumo das substâncias e como escondia o uso dos familiares.

Desenvolvimento humano

O trabalho da Psicoterapia aliada a outros tratamentos é decisivo para a recuperação do paciente. Antes, ele poderia se mostrar confuso sobre situações da vida, e a partir desses tratamentos, ele passa a se encontrar, tendo mais conhecimento de si mesmo.

Vínculo

O trabalho durante o tratamento precisa ser vinculado entre o paciente e o terapeuta. Dessa forma, o desenvolvimento dele será facilitado, podendo tratar todas as questões relacionadas com o vício de forma que haja melhorias em seu desenvolvimento.

Qualidade de vida e abstinência andam juntos?

Todas as experiências mostram que somente o paciente se abster das drogas não é o bastante. É preciso que ele se desenvolva emocionalmente, para que problemas relacionados às adversidades da vida não possam favorecer as recaídas da dependência.

As dificuldades de dependente químico estão relacionadas também com os vínculos entre os amigos e familiares, para que sejam restabelecidos, podendo ser um dos fatores para que a abstinência seja uma realidade. Fora isso, alguns transtornos como os de ansiedade e depressão, podem favorecer esse processo.

Os tratamentos medicamentosos e psicoterápicos são fundamentais para melhorar a gravidade da relação do paciente com a vida.  É importante que a prepotência dele seja substituída por palavras de incentivo.

Procure por locais especializados com profissionais capacitados para que o tratamento realmente seja eficaz e as principais dificuldades de dependente químico sumam. Busque qualidade de vida através de prazeres que não trazem abstinência.



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