De Dalí a Beatles: surrealismo

Por volta de 1920, no período entre guerras, surgiu em Paris um movimento artístico que, como o próprio nome diz, visava produzir uma arte surreal enfatizada pelo inconsciente humano na criatividade. Embora tivesse como líder o poeta André Breton (1896-1966), muitos artistas renomados faziam parte dessa vanguarda, entre eles: Frida Kahlo, Pablo Picasso, Max Ernst e Salvador Dalí.

Salvador Dalí, conhecido por suas telas oníricas, seu visual excêntrico e seus ideais controversos, é o principal nome que vem em nossa cabeça quando pensamos em arte surrealista. Suas telas foram tão marcantes para o movimento que é influencia até os dias atuais, seja para clipes musicais, séries de TV e pode ser referenciada até em telas de outros artistas contemporâneos.

 

– E os Beatles?

A banda inglesa formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr foi, propositalmente ou não, um forte marco quando o assunto é o surrealismo. Isso porque durante a tão comentada “fase psicodélica” do grupo (que iniciou com o álbum “Revolver”, em 1966), é visível em suas músicas características do movimento artístico surrealista.

Foi quando a banda foi apresentada ao LSD e seu forte efeito alucinógeno que surgiram as musicas que tentavam passar, de maneira sonora, alucinações semelhantes as que os membros sentiam com o uso da substancia. Para mim, a música que melhor transmite esse efeito é “Yellow Submarine”, que foi lançada em 1966 (no álbum outrora citado) e, dois anos mais tarde, foi adaptada para o cinema.

– E depois?

                Com Dalí e outros grandes nomes introduzindo o surrealismo na pintura e na literatura e, anos mais tarde, Os Beatles trazendo para a música e o cinema, toda a arte abraçou essa vanguarda de maneira nunca vista antes.

Na pintura contemporânea conseguimos ver excelentes artistas que continuam a pintar surrealismo mesmo depois de tanto tempo. Como exemplo disso temos Silvia Marieta, Vladmir Kush e Rafal Olbinski.

Seguindo o legado deixado pelos Beatles, o gênero psicodélico se popularizou, principalmente entre a comunidade mais jovem, a ponto de até bandas como Queen usarem elementos do gênero em suas composições.

Livros, filmes e esculturas surrealistas também são facilmente encontradas e comumente discutidas. Isso porque eles foram abraçados e entraram no gosto popular. O surrealismo critica e nos faz pensar através do estranho, do diferente e do impossível. Ele é rico em detalhes que, por menor que seja, é importante para compor a obra como um todo.



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