Daqui a 5 anos

Esses dias assisti a um vídeo de um ótimo empresário e palestrante sobre coisas importantes que todos deveriam saber logo no início da vida adulta. Uma das coisas que mais me tocou foi ele dizer que podemos analisar nossa vida pensando: “Daqui a 5 anos (ou 10 anos) eu quero estar fazendo a mesma coisa que faço hoje?” Se a resposta for não, é preciso começar a mudança em direção ao que se quer hoje mesmo e não no futuro. Isso me atingiu em cheio, pois a gente sempre acha que a mudança deve começar amanhã. Vou fazer tal curso ano que vem. Vou investir em tal estratégia após o curso. Vou…vou…sempre no futuro. A prática do exercício físico é marcada para a próxima segunda-feira, assim como a nova dieta. A abertura de uma poupança é com o que vai sobrar no mês que vem. Nunca começamos hoje. Essa é uma grande lição: precisamos iniciar quqlquer mudança que se queira A G O R A.

Mas além dessa lição, esse mesmo conselho me fez perceber que temos muitas coisas que já estão dando certo em nossas vidas. Podemos já estar feliz com o tempo em família e com várias outras coisas que queremos a permanência daqui a 5 anos. Até 10 anos! Temos coisas dando certo em nossas vidas! Então fique atento e tenha consciência da felicidade que já se possui hoje. Gratidão pelo que foi alcançado até agora. Então, pra quê tanto planejamento, tantas reflexões, tanta terapia, tantas metas? Mais cursos, mais aulas? NÃO! Você pode relaxar e curtir a vida  hoje! E não se trata de um comodismo. Mas da satisfação com o que se tem, da valorização do conquistado.

Imagino que você pode dizer que não. Não há nada que você queira a permanência daqui a 5 anos. Será mesmo? Faça uma análise mais profunda. Talvez, precisamos baixar as metas e projeções para sermos felizes um pouco. HOJE. Sem tantas cobranças, sem tanto stress, sem tanto “status”. Se seu carro está te levando onde você quer, porque a ansiedade em trocá-lo? Se seu telefone está funcionando adequadamente, use-o mais antes de comprar um novo. Se você tem vestidos de festa, pra que alugar outro? Por que não usar mais vezes as coisas que gosta antes de gastar para trocá-las? Talvez diminuir a insatisfação e busca incessante pode levá-lo mais longe: ao fundo de si mesmo. Permitir uma mente vazia, um planejamento mais “light”, menos horas de trabalho, menos stress. Tudo para ter mais: mais tempo consigo mesmo, mais experiências com sua família, mais vivência com os amigos.

No final das contas, não é isso que levaremos daqui? Aquilo que vivemos? Nosso carro, nossa casa, nossas roupas e sapatos ficarão por aqui. O que você levará consigo?



Carioca apaixonada pelo mar e pelas montanhas, hoje vive em Belo Horizonte e é mineira de coração. Ama livros, literatura, cinema e música. Vive uma busca constante em aprender e explorar o mundo, mas cada vez mais se volta para o autoconhecimento e a autocura. Escreve desde sempre: crônicas, resenhas, artigos literários e artigos diversos. Já foi revisora de livros e professora. Agora dedica-se a ler e escrever.

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