CRÍTICA LITERÁRIA SEGUNDO FILÓSOFO NILO DEYSON

Exercer a crítica, afigurar- e a alguns que é uma fácil tarefa, como a outros parece igualmente fácil a tarefa do legislador; mas, para a representação literária, como para representação política, é preciso ter alguma coisa mais simples que um simples desejo de falar à multidão.  Infelizmente é a opinião contrária que domina, e a crítica, desamparada pelos esclarecidos, é exercida pelos incompetentes. São óbvias as consequências de tal situação. As musas, privadas de um farol seguro, correm o risco de naufragar nos mares sempre desconhecidos da publicidade.  O erro produzirá o erro; amortecidos os nobres estímulos, abatidas as legítimas ambições, só um tribunal será atacado, e esse, se é o mais numeroso, é também o menos decisivo.  O poeta oscilará entre as sentenças mal concebidas do crítico, e os arestos caprichosos da opinião; nenhuma luz, nenhum conselho, nada lhe mostrará o caminho que deve seguir; – e a morte próxima será o prêmio definitivo das suas fadigas e das suas lutas.

Chegará Já a estas tristes consequências? Não quero proferir um juízo, que seria temerário, mas qualquer pode notar com largos intervalos aparecem as boas obras, e como são raras as publicações seladas por um talento verdadeiro. Devemos estabelecer a crítica, mas a crítica fecunda, e não estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, mas abate por capricho ou levanta por vaidade; estabelecei a crítica pensadora, sincera, perseverante, elevada, livre e independente, – será o meio que talvez, penso, de reerguer os ânimos, promover os estímulos, guiar os estreantes, corrigir os talentos feitos; condenai o ódio, a camaradagem e a indiferença, – essas três chagas da crítica de hoje.

Ponde em lugar deles, a sinceridade, a solicitude e a justiça. Só assim teremos uma grande literatura no Brasil, principalmente nos últimos anos onde muitos novos escritores estão lançando suas obras. Eu, por exemplo, lancei o Livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e em breve, em 2022 à 2023 será lançado meu outro livro de Filosofia ” O TEATRO DA VIDA E A INTERPRETAÇÃO DAS COISAS, QUEM NOS GARANTE A VERDADE DAS COISAS?”

Claro que a essa crítica literária que trago aqui no portal Globalizado, destinada a produzir tamanha reforma, deve-se exigir as condições e as virtudes que faltam à crítica dominante; – e para melhor definir o meu pensamento, eis o que eu exigiria no crítico do futuro. O crítico atualmente aceito não prima pela ciência literária; creio até que uma das condições para desempenhar tão curioso papel, é despreocupar-se de todas as questões que entendem com o domínio da imaginação. Outra, entretanto, deve ser a marcha do crítico; longe de resumir em duas linhas, –   cujas frases já o tipógrafo as tem feitas, – o julgamento de uma obra, cumpre-lhe meditar profundamente sobre ela, procurar-lhe o sentido íntimo, aplicar-lhe as leis poéticas, ver enfim até que ponto a imaginação e a verdade conferenciaram para aquela produção.

Deste modo as conclusões do crítico servem tanto à obra concluída, como à obra em embrião. Crítica é análise, – a crítica que não analisa é a mais cômoda, mas não pode pretender a ser fecunda. Para realizar tão multiplicadas obrigações, compreendo eu que não basta uma leitura superficial dos autores, nem a simples reprodução das impressões de um momento; pode-se, é verdade, fascinar o público, mediante uma fraseologia que se empregam sempre para louvar ou deprimir; mas no âmbito daqueles para quem uma frase nada vale, desde que não traz uma idéia, – esse meio é importante, e essa crítica negativa. Não compreendo o crítico sem consequência. A ciência e a consciência, eis as duas condições principais para exercer a crítica.  A crítica útil e verdadeira será aquela que, em vez de modelar as suas sentenças por um interesse, quer seja o interesse do ódio, quer o da adulação ou simpatia, procure reproduzir unicamente os juízos da consciência. Ela deve ser sincera, sob pena de ser nula. A coerência é uma virtude do verdadeiro crítico literário. Não se pode deixar se levar pelas circunstâncias nem se deixar se impressionar, é preciso ser neutro, imparcial e ter visão supervisora sobre os pontos cegos da estrutura da obra. Obviamente o crítico precisa entender o tema, a proposta, a linguagem, o tempo e os contextos em que a obra foi escrita. Saber quais circunstâncias foi ela criada, tempo, época e envolvidos. Enfim, qualquer um que se aventurar como crítico literário, no mínimo precisa ter experiência de anos em leituras de livros complexos, porquanto sua visão estará muito melhor preparado para julgar, apontar, elogiar, criticar, debater.

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Nilo Deyson Monteiro Pessanha                        …    Colunista  – Palestrante  – Filósofo  – Escritor e Poeta.



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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