COMO QUISEREM – LEIA O CONTEÚDO

“A representação da vida é mais densa do que a vida em si. Veja, a vida parece não ter muito talento para ser especial, todavia a arte salva.”

A arte de representar parece ser a melhor forma de se inserir no Teatro de Deus e ser aceito. A arte é um grande sentido, inventado, claro, mas forte, existencial, orgânico e denso . Portanto, querem se divertir na vida das representações? Então, entre em algum sistema e sirvam-se.  O mundo pode ser corrigido? Quem saberá responder essa questão é a sua reflexão.

Talvez um dos problemas desse teatro da vida é a inveja de uns verem o sucesso do outro e não conseguir atingir o mesmo nível e resultados. A inveja é a cegueira. Pior, o olho do invejoso magnífica a luz real ou existente de terceiros e cega sobre as luzes possíveis de si.

No teatro da vida, você vai precisar fazer “amizades ” com pessoas influentes para alcançar níveis maiores. Eita ego, ambição maléfica que me faz lembrar Hamlet em meio ao jogo dos interesses onde vale ser louco para sair vencedor do propósito. Podemos dizer que os atores desta vida, “demagogos” são a cara e a história de seu tempo, que o feito por eles ecoa na vida de alguém ( e em superioridade) mais do que um epitáfio, é algo tão válido no início da modernidade quanto hoje, em tempos de modernidade líquida. Antes, o lugar daqueles que deveriam ser lembrados era demarcado pela escrita ou por uma habilidade artística extraordinária. Quantos milhões de anônimos a história desconhece e que, no entanto, fizeram muito ao longo de sua vida?

Eu não suporto ver nomes de políticos em uma BR ou Avenidas. Por exemplo, existe uma BR chamada ( BR Mário Covas ), não tenho nada contra o político em si, entretanto, contra a homenagem à um cidadão que não faz parte dos Estados nos quais seu nome é visto, pois acho que político não poderia ser homenageado, pois eles não são nada além de um ser que entrou em um partido e fez carreira como servidor público, sem citar que muitos entraram para fugir do trabalho, pois no Brasil é uma das melhores formas de se tornar rico. Vejam por exemplo, a pirâmide tem Faraó conhecido e reconhecido, mas ele não ergueu uma pedra ali. A pirâmide se deve a uma ordem sua, a um conjunto de arquitetos que comandou o projeto e a um batalhão de trabalhadores, sem os quais as ideias nunca teriam saído do papiro.  Muitos trabalhadores morreram em construção de pontes, túneis, prédios e outros, porém, nunca foram homenageados. Acho que as grandes vias e a BR, todas elas deveriam ter o nome de grandes pensadores, como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Graciliano Ramos entre outros; eles sim, poderiam ter seus nomes em vias, BR’s entre outros, afim de mostrar que o Brasil deve colocar a educação em 1° lugar e não os políticos que não passam de um monte de nada.

Quem construiu Tabas, a das sete portas? Nos livros vem o nome dos reis, mas foram os reis que transportaram as pedras?  No dia em que ficou pronta a muralha da China para onde foram os seus pedreiros? Em cada página uma Vitória. Quem cozinhava os festins? Em cada década um grande homem. Quem pagava as despesas?

A história que conhecemos é a que podemos contar com os documentos de que dispomos.  Claro, existem técnicas e metologias para recuperar a versão dos de baixo, mas trabalha-se com migalhas.

Vamos deixar esse tema para outro momento é vamos voltar ao que é importante. A dimensão trágica da existência, os limites de tudo e uma certa vacuidade cotidiana parecem um acidente inevitável. Você é livre, o teatro está aí, seja como quiserem. O itinerário de viver é obrigatório até o fim e o banquete dos sentidos te convida à ser um ator, ainda que penetra, sem ter condições de ombrear com o brilho daqueles aos quais você inveja.

Para onde fugir? Em qual lugar estará a real aparência, a intenção dos bastidores? Cabe portanto à cada um viver como achar que deva viver. Resta à você se embriagar de suas convicções, versões e paixões. Neste teatro vale tudo, todos estão com a razão, todos são verdadeiros em suas universos, são muitos.

As vertentes de verdades se multiplicam infinitamente ao passo que se olha para um ser humano e outro, e outros…Todos em seus palcos, evitando o corpo sem perfume que esconde seu real teor, todos com roupas para esconder mais do que mostra, todos em Photoshop para esconder a verdadeira aparência, todos bons e justos para esconder suas nudezes da alma “instinto “.

Enfim, a vida é um pedaço das peças divinas distribuídas entre os seus atores. Uns são muito dramáticos, outros sentimentais, outros durões, outros intelectuais, outros santos e por aí vai teatro a dentro nos corredores do tempo da história, onde grande parte de tudo é estória, eis o início de tudo… era uma vez os dinossauros e depois umas léguas à frente, um paraíso…

” Quem quiser ir até o Japão, será um? Quem quiser ir até a África será um? Quem quiser viver na Inglaterra será um? Quem quiser viver na vida que escolheu, será um? Enfim, túneis escuros onde crianças, inquietas não param se não for por encanto de um brinquedo.  Para outros com maior preparação, são paralisados pelo olhar da Medusa “sistema “, eis a vida é um?”

FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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