Cinema vs Streaming: O Fim das Telonas?

Cinema vs Streaming: A morte do cinema pode ser o primeiro fenômeno de substituição de um meio de comunicação de massas testemunhado pelas gerações do século XXI.

O streaming é um fruto do desenvolvimento tecnológico, assustador e exponencial. Todas as tarefas e funções que antes dependiam da comunicação entre seres humanos estão sendo substituídas por sistemas integrados e automatizados.
Desta mesma forma, como os filmes são assistidos também mudou.

Antes havia a necessidade de se deslocar até um centro de compras e resistir a tentação de comprar mais do que o necessário, comprar comida e ter que dividir espaço com outras pessoas. Já com o streaming, o consumidor pode escolher com quem vai assistir o filme, quando parar o filme e a maior vantagem: ficar em casa.

Vendo por esse lado, basicamente não há mais motivos para o cinema, como estabelecimento, existir. Mas não é bem assim, o cinema desenvolvido desde o início do século XX criou o equilíbrio entre a arte e o lucro. Este equilíbrio foi abalado pelo aparecimento de tal concorrência.

Logo a diferença entre os dois mercados foi balanceado a favor das plataformas digitais graças a pandemia, que fechou de forma inédita os centros de compras por muitos meses. A pandemia foi o catalisador para o inicio da queda do cinema.

A grande questão é: Por que se preocupar com o cinema físico?

Bom, querendo ou não, um filme disponível em catálogo por mais incrível que possa ser, não passa de mais um filme no catálogo. A produção perde a sua importância e a experiência do filme é apagada, sendo substituído como um simples passa-tempo que fragmenta a essência da arte.

Os cinemas físicos podem ser interpretados como um museu, onde a produção audiovisual é interpretada da forma mais completa possível. Em uma comparação mais simples, uma obra de arte pode ser vista na internet e no museu, mas o museu ira proporcionar a sensação de estar inserido naquele universo.

Teoricamente dentro de alguns anos, caso os cinemas físicos deixem de existir, os filmes se tornarão cada vez mais massivos para o público e com baixo impacto cultural, ainda que o tema abordado seja de altíssima importância.

Em uma visão grotesca, os filmes como arte morrerão com o alto nível de acesso e a contínua distribuição, tendendo para a comercialização.



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