Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram

Trecho retirado do livro O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram.

Há mais de meio século morria na Bolívia Ernesto “Che” Guevara, ele recebeu de seu próprio veneno. Sem qualquer julgamento, foi declarado assassino colocado contra um paredão e fuzilado. Como diz o ditado popular “Tudo que vai volta”, expressa bem o que aconteceu com ele.

Execuções? – Bradou Che Guevara enquanto falava na tão “gloriosa” Assembleia Geral da ONU, em 09 de dezembro de 1964. “É claro que executamos”, declarou o “iluminado”, causando aplausos dentro daquele tão indispensável órgão. “Continuaremos executando enquanto for necessário. Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!”

De acordo com o livro escrito por estudiosos franceses de esquerda, intitulado como O Livro Negro do Comunismo ocorreram cerca de 14.000 fuzilamentos em Cuba até o fim dos anos de 1960. Não podemos deixar de lembra que Slobodan Milosevic foi a julgamento por ter ordenado a execução de 8.000 e a tão grandiosa ONU aplaudiu orgulhosa quando Che Guevara bradou coisas citadas acima e condenou Milosevic por “genocídio”.

“Os fatos e números são incontestáveis” escreveu o New York Times sobre O Livro Negro do Comunismo. Um cubano chamado José Vilasuso, que na época era um promotor dos julgamentos que Che Guevara comandava fugiu da ilha horrorizado com o que presenciou em seu tempo como promotor. Ele afirma que Che condenou 400 pessoas nos primeiros meses de comando na prisão chama de La Cabaña. Iaki de Aspiazu era um padre basco que sempre fazia a extrema unção e estava disposto a ouvir as confissões, afirma que Che pessoalmente ordenou 700 execuções. Já Luis Ortega, um jornalista que conheceu Che Guevara em 1954 escreveu Yo Soy El Che! E afirma que o número real que Che Guevara mandou executar é de 1.892.

Daniel James escreveu o livro Che Guevara: A Biography e escreve que Che admitiu que “milhares” de ordens para fuzilamento partiram dele durante o primeiro ano do regime comunista na ilha. Um agente cubano-americano chamado Félix Rodriguez ajudou a CIA a caçar Che Guevara na Bolívia e sendo ele a ultima pessoa a interroga-lo, segundo ele Che afirmou que “alguns milhares” de morte eram culpa sua, mas fez pouco caso delas, afirmando que as vitimas eram “espiões imperialistas e agentes da CIA”.

“Eu não preciso de provas para executar um homem”, gritou Che para um funcionário do judiciário cubano em 1959.  “Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!”

As vitimas do regime comunista da ilha, os classificados como “inimigos da revolução”, junto com os Guerreiros da Liberdade Húngaros foram uns dos mais empreendedores e valentes lutadores do século XX. Eles lutaram valente e desesperadoramente, mesmo sabendo que praticamente não tinham chances.  Eles lutavam até a última bala; e, normalmente, lutavam até a morte.  No final, eram capturados, amordaçados e fuzilados por Che e seus seguidores.

Os cubanos que conseguem sair da ilha geralmente vivem em lugares como Miami e Nova Jersey, podendo ser considerados os prisioneiros políticos mais longe da história moderna, porém, se você procurar na mídia mainstream, sua empreitada será em vão, afinal, eles lutaram contra um sistema política “democrático”. Sendo assim, não é considerado um drama politicamente correto as suas lutas.

Por outro lado, a revista Time, por exemplo, classificou honrosamente Che Guevara como uma das “100 Pessoas Mais Importantes do Século”.  Não satisfeitos com tão incompleto louvor, também o colocaram na seção “Heróis e Ícones”, ao lado de Anne Frank, Andrei Sakharov, Rosa Parks e Madre Teresa.  Daqui em diante, as ironias vão ficando mais ricas.

A face de um homem que afundou e encarcerou seu povo tem a versão mais popular estampada em camisetas e pôster com o slogan de “Luta Contra a Opressão”.  Em 1959, com suporto dos agentes soviéticos da GRU fundou, treinou e doutrinou a policia secreta cubana. A principal ordem de Che era quem os prisioneiros sempre fossem interrogados a noite, “A resistência de um home é sempre menor à noite”. Hoje, um mural com o retrato de Che — o maior do mundo — adorna o Ministério do Interior, que é o quartel-general do KGB cubana — a polícia secreta treinada pela STASI.  Nada poderia ser mais apropriado.

Mike Tyson quando vencia suas lutas costumava erguer seus braços em triunfo e em 2002 ao visitar Cuba tatuou uma enorme imagem de Che Guevara em seu torso. Desde então, ele tem sido horrível e impiedosamente surrado em absolutamente todas as suas lutas, um processo que é uma mímica perfeita do histórico de combate de seu ídolo.  Que Mike Tyson aprenda: Che era de fato muito proficiente em castigar seus inimigos, milhares deles, mas somente após estes estarem devidamente amarrados, amordaçados e vendados — e creio que a Federação Nacional de Boxe não vai permitir isso.

Quando a intelligentsia e todo o Beautiful people que estavam presentes no Festival de Cinema de Sundace explodiu em euforia com o filme Diários de Motocicleta, os presentes estavam aplaudindo e vangloriando um filme que colocava em um pedestal um homem na qual encarcerou ou exilou os melhores escritores, poetas e cineastas independentes de Cuba, ao mesmo tempo ele transformou a imprensa e o cinema em agencias de propagandas do regime comunista. Robert Redford, produtor executivo do filme, foi obrigado a exibir para Fidel Castro e para a viúva do Che antes do lançamento oficial, para aprovação de ambos. Até onde sabemos, não houve gritos e protestos de “censura!” e “vendido!” para Redford.

Os fãs de Che são muitos e variados. Christopher Hitchens, por exemplo, se maravilha com a “indomável rebeldia” de Che e nos assegura em seu mesmo artigo no New York Times que “Che não era um hipócrita”.  “1968 na verdade começou em 1967, com a morte de Che”, reconta Hitchens.  “Sua morte significou muito pra mim, e para muitos como eu, na época.  Ele era um modelo para todos”.

Johnny Depp gosta de ostentar o rosto de Che em seus pingentes, blusas e bandanas.  Tivesse ele nascido duas décadas antes em Cuba e tentasse ostentar esse estilo rebelde que lhe é peculiar, certamente teria sido enviado para um campo de concentração, onde seria obrigado a cavar fossos e túmulos — um sistema que foi criado pela primeira vez na América Latina exatamente pelo homem glorificado em seus adornos.

Já o célebre historiador Benicio Del Toro, que acaba de estrelar um filme no papel de seu herói, diz que “Che foi um daqueles caras que falavam e faziam.  Era coerente.  Sempre tem algo de cool em pessoas assim.  Quanto mais vou conhecendo Che, mais o respeito”.

Aparentemente Del Toro se entusiasmou tanto com a imagem cool de Che que esqueceu-se de examinar seu histórico, como comprovado em um constrangedor vídeo em que uma jornalista cubana radicada em Miami humilha Del Toro, expondo toda sua ignorância sobre o passado de Che.

Nenhuma pessoa em seu perfeito juízo vestiria uma camiseta estampando o rosto de Che.  E nenhuma pessoa decente toleraria essa camisa em seus arredores.  Porém, a gravura de Che Guevara é considerada a imagem mais reproduzida do século, embelezando desde camisetas e pôsteres, até biquínis e skates, passando por celulares e fraldas.  Hollywood o glorifica em grandes produções e a revista Time o celebra como um ícone da mesma grandeza de Madre Teresa.



Paranaense, Estudante de ciências econômicas e historia, formado em Logística e MBA em gestão de projetos. Leitor assíduo de filosofia e politica.

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