Arrependimentos

Sempre fui da teoria que não devemos nos arrepender de uma escolha realizada. Tomamos uma decisão com base naquilo que vivemos e no que sentimos, tanto no momento, quanto no já vivido. Analisar uma decisão depois da escolha feita é sair do contexto em que você estava e, então, será mais fácil, afinal você já viu as consequências de suas atitudes. Sendo assim, rever uma escolha não faz o menor sentido. Arrepender-se ou se lamentar acaba sendo uma atitude sem lógica e sem nexo.

Por que, então, vivemos cheios de pequenos arrependimentos? Por que repensamos nossas ações? Hoje acordei com certos arrependimentos e não gosto de tê-los pelos motivos acima explicados. Mas esses motivos são lógicos, racionais. No entanto, nosso emocional não leva em conta a lógica. Acabamos nos remoendo por coisas absurdas. Como saber que comer aquele prato tão apetitoso ia nos dar dor de barriga e nos fazer perder um dia importante no trabalho? Não tem como saber. Aí nos arrependemos: “Que droga! Se não tivesse comido aquela porcaria!”

Acho que nosso emocional precisa ser equilibrado justamente por isso. Porque há coisas totalmente sem lógica que ficamos nos cobrando, nos arrependendo, lamentando… e isso é só perda de tempo. Não resolve nada, acaba com nossa autoestima e não leva a lugar algum. Desse modo, o melhor é controlar o emocional, não deixá-lo comandar nossa vida. Precisamos considerá-lo, mas não sempre. Seja firme nesses momentos. Fale consigo mesmo: “Vamos parar de besteira? Arrepender-se não vai mudar a situação!”

Se você percebeu que a decisão tomada foi errada, repense, analise e volte atrás, se for necessário e puder. Ou siga em frente, mudando a direção. Tome novas decisões com o que aprendeu da decisão “errada” que tomou. Isso é aprender e crescer. Viver é fazer escolhas com o aprendizado que as pauladas nos fazem ter. E quem não toma pauladas nessa vida? Apenas aprenda com elas e siga em frente. Lembre delas somente pela experiência adquirida. Ficar lamentando a dor sofrida não leva a nada…



Carioca apaixonada pelo mar e pelas montanhas, hoje vive em Belo Horizonte e é mineira de coração. Ama livros, literatura, cinema e música. Vive uma busca constante em aprender e explorar o mundo, mas cada vez mais se volta para o autoconhecimento e a autocura. Escreve desde sempre: crônicas, resenhas, artigos literários e artigos diversos. Já foi revisora de livros e professora. Agora dedica-se a ler e escrever.

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