ADEUS ANO VELHO?

Normalmente é comum ao final de um ano fazermos votos para o próximo que se inicia. A velha música “Adeus anos velho, Feliz Ano Novo…” sempre é cantada na virada do dia 31, principalmente durante as queimas de fogos de artifício como forma de saudar o início do ano seguinte.  Essa tradição, a dos fogos de artifício, vem dos chineses, que acreditavam que com esses elementos, ajudaria a espantar os maus espíritos.

Mas o ano velho que passamos foi 2020 e ele por si só dispensa comentários. No entanto, muitas pessoas acharam, talvez de uma forma até ingênua, que com a virada do ano, um botão de reset seria apertado e tudo começaria de novo sem as sombras e problemas do ano que se passou. Mas não é bem assim que temos visto.

A pandemia continua. No entanto, já temos a esperança de que as vacinas desenvolvidas possam fazer com que nossa vida volte ao normal, sem esse fantasma tão real que vem nos assombrando há mais de 10 meses. Mas ainda temos um ano inteiro pela frente, com as consequências e desdobramentos do ano passado. O mundo ainda não está livre do Covid, as relações sociais ainda estão sendo afetadas e nosso ritmo de vida está descompassado.

Em vários setores da sociedade temos presenciado que, embora queiramos que seja diferente, tudo ainda está incerto. Essa imprevisibilidade, que normalmente é inerente à vida, tem se tornado latente mais do que o normal. Por isso, é nesse momento que precisamos de prudência, não acreditar em notícias que só têm como papel disseminar mentiras e estabelecer insegurança. Em um mundo tão incerto, tão confuso em que estamos vivendo, há ainda um sinal de esperança para uma realidade mais harmoniosa seja construída.

Mas além desse vírus que temos enfrentado, existem outras ameaças que precisam ser combatidas: a intolerância, a violência, o racismo, a homofobia, a misoginia. E temos a oportunidade, nesse ano novo, de renovar os votos para lutar contra isso.

É preciso que toda essa experiência que estamos atravessando nos ensine algo: estamos todos, não importa a classe social, a cor da pele, a religião ou sua visão política, sujeitos à fragilidade da vida.

Temos um ano inteiro pela frente para fazer tudo melhor, diferente. Essa oportunidade não deve ser desperdiçada com polarizações que só levam à destruição das relações sociais

Professor Ton Andrade é formado em História pela Universidade de Franca, pós-graduado em Sociologia da Educação pela Faculdade Alfamérica e em História e Cultura Afro-Brasileira pela Faculdade São Luís.

Instagram: @professor_ton_andrade



Elenilton Andrade – É professor formado pela Universidade de Franca, pós-graduado em Sociologia da Educação pela Faculdade Alfa América e em História e Cultura Afro-brasileira pela Faculdade São Luís. É professor de História, Filosofia e Sociologia para alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Apaixonado pela Educação e em como ela é capaz de construir um mundo mais justo e melhor

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