A VIDA SE PERDE EM ANGÚSTIAS Por Filósofo Nilo Deyson

” Só se sabe da vida aquilo que nela se sabe fazer.”

Apesar da paciência em viver uma vida da qual não se quer viver, em estar onde não se quer estar, cedo ou tarde surgirá a reflexão:  ” isso faz sentido?”  Levar uma vida sobre linhas retas por convenções é servidão voluntária no mito da caverna. Só se enxerga aquilo que se sente peculiar em si por estar condicionado, contudo, de fora, quem observa vê um complexo de questões das quais o próprio sujeito não pode vê. Isso ocorre por causa dos laços, sentimentos que lhe impedem de olhar no ponto cego.

A vida é difícil e muito complexa, onde somos vítimas de nós, em nossos limites intelectuais e espirituais, que travam nossa percepção de que na realidade somos livres. Uma das sensações que causam impactos fortíssimos emocionais é a liberdade. Ela assusta, pois nela não há lugar de conforto garantido. Tudo é movido por ações em liberdade, e, muitas das vezes, o sujeito se torna ofensivo. Quem me deu direito de ser livre? Foi o outro ou sou eu? Você é capaz de encarar a solidão da liberdade?

A vida se perde nas perdas, nelas é que o ser humano deve trabalhar o desapego, sejam conquistas ou afã, o apego causa angústia e depressão após o término de um ciclo.

Você sabe viver em silêncio sentido tudo o que sente? Exista quem não consiga e expõe suas dores nas redes sociais ou na vida real.

Grandes Filósofos do passado, em suas angústias não se calaram, pelo contrário, escreviam, registravam seus sentimentos e percepções de mundo ao ponto de criarem alternativas para reflexão sobre o que é a vida. Porém, talvez você se pergunte: ” O que muda se eu souber o que é a vida?”  Faz sentido saber? A sua residência é sua consciência, você portanto sabe o que pode ou não ampliar seu quintal.

Estrague sua vida como quiser, isso é natural quando se possuí certezas absolutas em si. Dizer que a angústia é coisa de gente fraca, é uma imbecibilidade. Exista quem diga que essas sensações de angústia e depressão sejam a ausência do Espírito Santo, o que não deixa de ser verdade, afinal, pessoas bem resolvidas espiritualmente que tenham experiências com Deus através de grandes momentos na vida, não sentem os efeitos do mundo agressor no sentido das angústias provenientes de uma diversidades de questões.

Estamos porém, tratando no âmbito da razão, do intelecto humano, pois depois deste artigo, você, amigo leitor, poderá ampliar sua dimensão de consciência lendo artigos que tratam da angústia no sentido do campo espiritual. Eu sugiro que leiam sobre o DTC – Depressão Tem Cura, basta por na pesquisa no Google e terão o conteúdo de grande valor.  Vocês vão adorar ler sobre os conteúdos deles.

Voltando ao mundo das angústias. Você deve ter lido sobre o que Freud falava sobre o tema, bem como Pedro Calabrez que são pelo menos para mim, leituras extremamente interessantes quando tratam sobre esse tema, logo são dicas de leitura por meio de pesquisas que deixo.

A angústia faz parte da vida, portanto, devemos saber conviver com a visitação que de tempo em tempo fará visitação à quase todos. Digo quase todos, porque não sou louco em generalizar um sentimento que não alcança todos os mais de 7 bilhões de seres humanos, apenas a maioria. Neste sentido, fica uma dica: “Jamais generalizar é sempre ser sábio em silêncio. ”

A vida não mostra o que vai surgir amanhã ou mastarde, tudo é surpresa, boa ou ruim, não podemos dominar isso. O que se pode dominar é o agora, aquilo que estou sentido aqui, agora.  Controlar isso é possível quando desenvolvo algumas habilidades como recursos de enfrentamento, tais como:  minha espiritualidade, minhas experiências intelectuais através da literatura, exercícios físicos, meditação e outros. Tudo deve ser feito para se dá valor, valer a pena.

A vida só se justifica se for repleta de heroísmos, ame a vida que você escolheu viver e aceite as coisas das quais a vida te trouxer, mas faça isso com verdade.

O mundo só vai piorando à medida em que vamos amadurecendo, envelhecendo, perdemos mais do que ganhamos. Gostaria muito que as coisas fossem simples e sem tantas dores, porém, sentimos a chegada, sentimos a partida, isso serve para tudo.

É difícil expressar sentimentos em montões de sensações, são peculiares e me faz lembrar de Nietzsche, Filósofo do martelo e da angústia, onde ele, por seu turno sentiu muitas emoções em sua mente e expressou em livros e textos. Eu, como ser humano e, considerado Filósofo e Poeta, sei muito bem o percurso dessas sensações dentro de nós, elas são fortíssimas e indescritíveis por vezes. Em momentos de crise existencial, o ideal é aceitar o fenômeno e fazer silêncio, praticar exercícios físicos e colocar em prática os recursos da inteligência emocional, para equilibrar os interstícios entre um e outro momento de pico. Muitos recorrem a psicologia, terapia, o que não deixa de ser viável e louvável; outros porém, buscam em uma igreja ou nas religiões esse esvaziamento para a leveza da mente ou a prática de novos hábitos viáveis.

Enfim, o fato é que o eterno retorno ocorre sempre, de forma específica, peculiar, em tempos diferentes de nosso turno enquanto vida. Encontrar a si mesmo é um desafio, sugiro a leitura de livros e textos de Osho e/ou Sartiaprem, que em SatSang, trabalham de maneira diferente o tema quando se propõe um rompimento onde fora da linguagem tudo é silêncio. Para finalizar, a angústia na vida é passageira e não é para morte, quiçá para sempre, porquanto que sempre é muito tempo, nela, na vida, estamos e somos sozinhos na real. Viva intensamente o dia de hoje, pois amanhã nada fará sentido quando terminar seu tempo aqui.

” Lembranças são somente em nós um sentido, não faz parte da realidade, e, quase tudo que você vê são apenas distorções da realidade. O que é a vida? O que é a realidade?”

 

Nilo Deyson Monteiro Pessanha



FILÓSOFO, ESCRITOR, POETA, COLUNISTA & PALESTRANTE. Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa. Autor do livro de Filosofia Todos os Corações do mundo, e do Livro O Teatro da vida e a interpretação das coisas, quem nos garante ser verdade das coisas. Membro de diversas instituições culturais como por exemplo, é imortal acadêmico da Academia de Letras do Brasil seccional Campos dos Goytacazes, é imortal Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes, ocupante da cadeira n°17 , Fundador do NAISLA, Núcleo Acadêmico Italiano di Scienze, Littere e Arti. Membro de diversas instituições. Nilo Deyson Monteiro participou de diversas antologias, periódicos e muitos de seus trabalhos acadêmicos estão no Google ao pesquisar Filósofo Nilo Deyson.

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