A MULHER NA LIDERANÇA

Em pleno Século XXI ainda temos poucas mulheres na liderança de empresas, aliás, muito poucas, apesar de, entre as pessoas aptas a assumirem esses cargos, elas serem tão ou mais capacitadas que os homens. Isso precisa ser mudado com urgência, dando oportunidades iguais a quem tem as mesmas habilidades.

Absurdamente existem muitos homens que se sentem inferiorizados em ter uma mulher como chefe, como se isso fosse o fim do mundo e um certificado de perda de sua masculinidade ou impotência. Mas não é por aí, esse tipo antiquado de homem precisa começar a enxergar o mundo como ele é e evoluir, não é o cargo ocupado que define sua masculinidade, mas sim outras atitudes. Isso é fruto de uma criação patriarcal, onde desde pequeno o menino aprende que o homem deve ser o provedor da casa e a menina, que mulher será a dona de casa e ponto final. Então é assim: a mulher cuida dos filhos, faz a comida, lava e passa a roupa, limpa a casa e fica bonitinha esperando o marido de noite para namorarem, se ele estiver disposto e não passar futebol na televisão, enquanto o homem sai para ganhar o pão de cada dia e voltar cheio de glória de seu trabalho, ainda por cima reclamando que a camisa de seu colega estava mais bem passada do que a dele. Quando ainda éramos homens da caverna, podia até fazer algum sentido o homem ir caçar enquanto a mulher ficava esperando a comida chegar, mas hoje em dia não faz mais.

O homem não é melhor em nada do que as mulheres e nem o contrário, todos os seres humanos nascem com a mesma capacidade de aprender coisas, desenvolver habilidades e trabalhar. Tirando alguns músculos mais desenvolvidos em um do que no outro, o que hoje em dia não faz a menor diferença, no mais tudo é igual. Mas o que acontece é que o preconceito ainda é grande com relação à mulher assumir determinados postos de trabalho, mas elas estão em todos os ramos de atividades, de cientistas a garis, elas fazem de tudo e tão bem quanto os homens, arrisco dizer que até são melhores (não estou puxando saco de ninguém!). Se você é um machista convicto, tem uma reunião em outra cidade, está com o tempo apertado, vai embarcar em um avião e descobre que quem vai pilotar é uma mulher, você desembarca ou encara a viagem e ainda faz uma piadinha? Já te digo logo que qualquer opção escolhida é ofensiva, afinal a mulher que vai comandar a aeronave teve o mesmo treinamento que um homem piloto, se ela chegou até ali foi pelos mesmos motivos que o homem, não foi por bondade da empresa, que, certamente, fez uma seleção entre vários candidatos e exige as mesmas habilidades seja de homens ou mulheres. Para mim não tem problema algum, eu até acho bacana uma mulher comandar um negócio daquele tamanho, coisa que não sei nem como liga, me sinto seguro, tudo normal.

Precisamos ver a mulher não apenas como aquela que deve ser mãe e dona de casa e ponto final. Ela deve ser o que desejar ser, levar sua vida como bem entender e se decidir ser a líder da empresa onde trabalha tem todo o direito de buscar o posto desejado nas mesmas condições do que os colegas do sexo masculino, afinal um líder só assume a liderança se tiver desenvolvidas as habilidades necessárias e não pelo seu sexo, o que torna a disputa desigual em empresas machistas. Quando vejo uma mulher liderando uma equipe ou como CEO, sei que a empresa não está fazendo caridade alguma, mas sim premiando a competência daquela pessoa que chegou ao topo, nada mais que isso, assim como deve ser os critérios para os homens, justo com todos.

Fora algumas características femininas que as colocam em um patamar superior em relação às dos homens, uma delas é que elas sabem como ninguém unir equipes em torno de uma ideia e manter a disciplina de trabalho, no mais o que conta mesmo é a capacitação, a experiência adquirida e a competência. Não é justo com as mulheres deixá-las de fora dos processos de definição de liderança e nem as colocar nesses processos apenas como mera formalidade, para parecer uma empresa “moderna”, isso não cola, o mercado sabe bem avaliar os processos seletivos e sua empresa vai cair do cavalo caso faça isso só para aparecer.

Não é o sexo que deve definir que uma mulher pode ou não realizar alguma tarefa no trabalho ou exercer alguma profissão, isso não existe mais e nem deveria existir em outros tempos, quem decide é quem vai fazer a tarefa e sendo habilitado para isso, que mal há em ser mulher? Eu respondo: nenhum, desde que seja cobrada de forma normal, como se cobraria qualquer outro profissional do sexo oposto e não apenas por ser mulher, afinal são os resultados obtidos que importam e não o sexo de quem gerou esse resultado. Temos que parar de classificar algumas atividades feitas pelas mulheres só porque elas são mães e sabem cuidar dos filhos, uma vez que o cuidado e a educação dos filhos é de responsabilidade do casal, pais e mães devem saber cuidar dos filhos, pais e mães devem educar bem seus filhos, afinal é um pedaço de cada um ali gerado, que vai precisar de apoio tanto de um quanto de outro, é uma ideia machista achar que a mulher sabe mais desse assunto do que de outros, e as mulheres que nunca foram mães e mandam super bem no trabalho? Procuram explicar com outra colocação machista: “não foi mãe, mas tem o instinto maternal”, me poupem disso, é o fim do mundo!

Resolvi fazer esse texto, sem me basear em números, estudos e nada disso, isso aqui é o que penso, o que acredito ser a verdade e sei que muita gente vai concordar e outras tantas vão discordar, cada um com seu cada um, mas é preciso que os recursos humanos parem de analisar os currículos pelo sexo e analisem pelas competências e experiências ali listadas, como podem notar são recursos humanos e não de homens ou mulheres. Já tivemos muita evolução nesse sentido, algumas empresas, que ainda não alcançaram a evolução, o fazem até como estratégia de marketing, mas a mulher não precisa de marketing, precisa de ser verdadeiramente valorizada pelo que sabe e pela sua competência, no mais é tudo conversa fiada.



Formado em Letras e pós-graduado em Marketing, membro convidado da Academia de Letras da Manchester Mineira. Com formação em Coaching, atua como treinador de vendedores e Palestrante Motivacional. Poeta, contista, cronista e articulista. Três vezes finalista do prêmio Top Blog, na categoria Política e colaborador no jornal Tribuna de Minas. Participação no projeto "Poesia na Escola" como autor de destaque na edição de 2022, você pode baixar o e-book do projeto acessando o link: https://online.fliphtml5.com/dozlr/ajdc/ Autor de dois livros "Conselhos Diários. Você Não Tem Limites!" e "Você Pode Mudar!", onde fala sobre aspectos de carreira e liderança. Você pode comprar no site: https://bio.uiclap.com/celsociampi

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