A literatura e sua capacidade de transmitir emoções

Aos que possuem o hábito de leitura vai um questionamento: vocês já leram alguma obra que foi capaz de passar alguma emoção ao extremo? Eu tenho certeza que a resposta é sim. Não importa qual emoção seja, pode ser tristeza, felicidade, nojo, medo, ansiedade, excitação, nostalgia ou até mesmo admiração, o que importa é que a literatura é completa como nenhuma outra manifestação artística, e é aí que mora sua beleza.

Como autor, procuro sempre passar o máximo de emoção possível em minhas palavras. Afinal, é isso que se procura ao ler uma história, emoção. Se o desejo é ler algo choco e sem vida, seria melhor ler uma receita de bolo, não é mesmo?

Visto isso, acho necessário entender um pouco a razão de porque a literatura – e também a arte em geral – transmite tanta emoção. A resposta é simples, é por causa da empatia. Diferente de um filme, uma música ou uma dança, quando você lê um livro, você de fato vive aquele personagem. Você sabe o que ele gosta de comer, seus medos, suas qualidades e defeitos e vê o quanto ele se assemelha com você. Dessa forma quando algo acontece aos personagens tomamos suas dores, sentimos suas emoções.

Um autor capaz de transmitir sentimentos muito bem é o Stephen King (autor de “It: a Coisa”, “O Iluminado”, “Misery”, “O Cemitério” entre outros). Em seus livros, King escreve diversos capítulos apenas com a finalidade de elaborar seus personagens para que haja uma conexão com o leitor, para que haja empatia. Mas ele é apenas um exemplo, posso passar horas citando autores e comentando suas técnicas para fazer com que sua obra seja emocionante.

Arte é emoção e sentimento. Ela existe para isso, para que possamos colocar para fora e transmitir aos demais nosso lado irracional. É interessante analisar como a raça humana vem evoluindo e se desenvolvendo junto com sua maneira de se expressar artisticamente. Mas não é impressionante, isso é inevitável. Isso é o nosso verdadeiro eu ganhando voz e dizendo o que necessitamos dizer.



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