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A importância de saber a diferença entre marketplace e e-commerce

A diferença entre marketplace e e-commerce é um ponto importante para a aderência das empresas. 

O comércio virtual já é uma unanimidade e representa um faturamento de mais de 80 milhões só no mercado nacional.

Esses locais são a base para a oferta de produtos e serviços e podem significar vida ou morte para algumas ações de marketing. 

Alguns pontos que dependem de uma escolha acertada nessa questão são: 

  • Atração do cliente; 
  • Raio de alcance da marca; 
  • Variedade de pagamento; 
  • Autoridade de mercado. 

Por isso, neste artigo conheça tudo sobre as duas modalidades e como elas podem servir para sua estratégia de inclusão digital. 

O que é marketplace?

Marketplace tornou-se um lugar popular no comércio online, se multiplicando a partir de 2010. 

A palavra, que em inglês pode ser traduzida como “local de mercado”, indica uma espécie de shopping, onde a empresa cria locais para que terceiros negociem produtos.

Pontos positivos do marketplace 

O marketplace se mostrou benéfico para as empresas de pequeno e médio porte, bem como para os profissionais liberais, impulsionando um aumento vertiginoso na quantidade de produtos oferecidos online e pessoas jurídicas criadas. Tal efeito se justifica pelo:

Atendimento e marketing terceirizados

Os marketplaces oferecem uma estrutura completa para qualquer empreendedor, com o esforço exigido apenas no pagamento de taxas de contrato e no cadastro do vendedor, de cursos de vendas ou da empresa em seu site. 

Muitos desses espaços são populares internacionalmente, abrigando uma extensa base de dados de consumidores em potencial. 

O acesso a essas informações confere às organizações associadas um nível diferenciado de conhecimento sobre seu mercado. 

Portanto, a criação de uma infraestrutura de rede e locais para contato com o cliente é de total responsabilidade do marketplace, que está em melhor condição, comparado ao produtor de pequeno porte, para contratar desenvolvedores para internets empresariais.

Integração ágil com plataformas de logística 

O marketplace conta com locais específicos para sincronizar a página de compra de um produto com as atualizações da transportadora responsável pelo envio. 

A geração de códigos de rastreamento e a compensação de boletos são automáticos no site. 

Para o consumidor, isso representa uma melhoria em termos de acesso a informações sobre as mercadorias que adquire. 

Além da praticidade evidente, isso indica a idoneidade do marketplace e do vendedor que operou aquela compra. 

Para o empreendedor, a integração com plataformas de logística facilita a formação de contratos com transportadoras, permitindo a terceirização de transportadoras de cargas e aumentando o raio de alcance da marca em território nacional. 

Baixo custo de investimento 

Por contar com uma infraestrutura completa, o investimento em um marketplace é muito mais barato do que criar uma plataforma própria, dispensando todas as etapas do desenvolvimento de software e de bancos de dados necessários. 

Além das ferramentas, a economia se reflete na contratação de profissionais e construção de departamentos de tecnologia, atendimento e logística, necessários para uma empreitada como essa, uma vez que aplicativos mobile também estão em jogo. 

A abertura de empresas é mais simples neste modelo, acelerando o crescimento de pequenos e médios negócios, o que consequentemente estimula a economia e o poder de compra da população. 

Pontos negativos do marketplace

Por outro lado, o marketplace ainda não é hegemônico por suas desvantagens que desincentivam a aderência de muitas marcas. São elas:

Identidade de marca fraca

Por melhor que seja o trabalho de criar uma identidade de marca, ela se torna mais apagada em um marketplace. 

A empresa responsável pela infraestrutura ganha em publicidade quando mais empreendedores se cadastram em seus canais. 

Quando o consumidor compra em um marketplace, a imagem associada ao produto não será da empresa fornecedora e sim do marketplace que administrou toda a transação. 

Se a identidade de marca é algo vital para seu mercado, esta pode não ser a melhor opção. 

Alta competitividade

Os marketplaces são fundados por empresas multinacionais, com sedes e locais de armazenamentos logísticos espalhados por centenas de cidades. Essa grande estrutura envolve o cadastro de muitas empresas. 

Pense no marketplace como um shopping. O prédio abriga dezenas de lojas que competem no mesmo lugar, pelo mesmo público. 

Espaços segmentados desta forma estimulam a competitividade, que pode ser um desafio para pequenas empresas. 

Em cada sessão, o consumidor pode encontrar dezenas de ofertas para o mesmo produto, escolhendo aqueles que dispõem do melhor preço e das melhores condições de entrega e pagamento. 

A ordem de exibição dos anúncios também segue um critério similar aos sites de pesquisa e redes sociais, favorecendo ofertas com um maior potencial de engajamento.

Isto é, com um maior número de avaliações, perguntas, visualizações e compras efetuadas. 

Taxas de serviço

As taxas de administração são uma questão especialmente nos marketplaces especializados no setor de serviços. 

Por não haver um produto tangível, as taxas cobradas por cada contratação são a remuneração da empresa criadora do espaço. 

Muitos profissionais liberais sofrem com os critérios estabelecidos pelos marketplaces para uso de sua plataforma, especialmente porque essas taxas podem mudar. 

Quando se trata de serviços, a taxa pode ser estática, cobrada independentemente do faturamento. 

O que é e-commerce? 

E-commerce pode ser referido de maneira mais simples como “loja virtual”. Se estabelece em sites através de catálogos de produtos, são menores e se caracterizam como portais exclusivos de uma empresa de serviço de motoboy 24 horas, por exemplo.

Pontos positivos do e-commerce

O e-commerce mantém a autenticidade dos espaços de venda e personaliza os catálogos virtuais de acordo com as características da marca e de seu cliente. Suas vantagens são:

Autonomia 

O e-commerce, como uma plataforma exclusiva, confere um nível de autonomia absoluto para a empresa que cria e gerencia o espaço. 

A organização conta com a liberdade de estabelecer a estratégia que quiser em todos os sentidos, sem restrições. 

Além disso, não há a necessidade de pagar qualquer taxa, o que torna todos os lucros convertidos para dentro do negócio, maximizando o aproveitamento do comércio online. 

A empresa define seus preços e suas condições de pagamento, bem como vários detalhes. 

Quais serão os produtos e serviços exibidos, como serão exibidos, qual é o design do site e quais são as ações de publicidade implementadas são algumas das opções disponíveis. 

Uma empresa especializada em limpeza de vidros conta com essa perspectiva para desenvolver sua base de clientes fidelizados, variando o atendimento e a prospecção de vendas. 

Maturidade digital 

A maturidade digital é um indicador que avalia o nível de alfabetismo tecnológico nas empresas, ou seja, o quanto funcionários e gestores estão preparados para lidar com as ferramentas do mundo digital. 

Essa avaliação diz respeito não apenas à capacidade de manipular os serviços e ferramentas mais comuns, como também ao nível de profundidade no entendimento de como a rede e seus acessórios funcionam. 

Empresas que marcam alto na maturidade digital apresentam ambientes organizacionais mais eficientes, profissionais com educação e experiência elevados, alta capacidade adaptativa e grandes perspectivas de sucesso no futuro. 

Apelo publicitário

Uma plataforma de e-commerce, por ser exclusiva, pode adotar qualquer perfil de design gráfico em suas peças de publicidade ou na composição do site em si. 

A imagem dos produtos, a tipografia e cores do que é exibido em tela fica a cargo da marca. 

Enquanto o marketplace minimiza a expressão visual das marcas cadastradas, o e-commerce caminha na direção oposta, exibindo as características da empresa em todos os detalhes da experiência do usuário.

Esse apelo publicitário relaxa as estratégias de marketing digital no que compete à terceirização do atendimento, como a terceirização de recepcionista, o que confere maior liberdade no planejamento das ações anuais do negócio. 

Pontos negativos do e-commerce

O alto grau de personalização desses espaços impede a exploração de vantagens que o marketplace oferece, em sua plataforma integrada e aberta. Isso gera pontos negativos para essa forma de comércio online, que são:

Custo elevado 

A fim de criar uma plataforma efetiva de e-commerce, a empresa deve investir em profissionais e ferramentas que construam a interface, os bancos de dados, estabeleçam conexões seguras com servidores e integrem todas as funcionalidades necessárias. 

Outra questão importante na criação de pontos de e-commerce é a otimização para diferentes dispositivos, com atenção especial para o smartphone, que hoje representa mais da metade das conexões à internet no planeta. 

Criar e monitorar toda essa infraestrutura é mais caro, quando comparado ao marketplace. 

A expansão desses serviços também exige um investimento adicional, com o objetivo de comportar mais usuários e compras por minuto. 

As empresas proprietárias de um e-commerce arcam com todos os ônus de falhas no sistema, de invasões ou vazamentos de dados dos usuários cadastrados, uma responsabilidade a mais para sua assessoria. 

Processos mais lentos 

Por estar responsável por toda a configuração do site, o e-commerce apresenta um processo de implementação mais lento que o marketplace. 

O investimento em marketing do zero também diminui a velocidade do crescimento da receita.

Perda de escalabilidade

A perda de escalabilidade acontece porque, ao contrário do marketplace, o tamanho e funcionalidades de um e-commerce segue as proporções da empresa que o criou. 

A escalabilidade é definida pela capacidade de crescer e deixar custos estáticos. 

Portanto, por maior que sejam os ganhos de um e-commerce, ele perde parte de sua capacidade de crescer exponencialmente em termos de receita, posto que vai precisar de atualizações futuras. 

Conclusão

Sendo assim, o marketplace e o e-commerce são os modelos de comércio online mais populares dos últimos anos, com potencial de crescimento futuro. 

Conhecer suas diferenças é imperativo para qualquer estratégia de marketing digital, de modo que o empreendedor possa aproveitar o que há de melhor em ambas as frentes. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.



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