70 anos após o lançamento, ‘1984’​ continua atual e fascinante

Um país totalitário colocado sob o olhar curioso do perturbador “Big Brother”, o “Grande Irmão”. O romance “1984”, do escritor britânico George Orwell (1903-1950), ainda fascina mesmo tendo passado mais de 70 anos após sua publicação. A obra foi publicada 8 de junho de 1949, mas foi escrito em 1948, daí a origem do seu título, invertendo os dois dígitos da década.

O romance descreve um futuro em que o Partido reina em um país totalitário, onde instalou o “Big Brother” em locais públicos, casas e locais de trabalho, ou seja, um sistema de vigilância constante que permite ouvir e ver tudo o que está sendo feito, mas também serve para disseminar mensagens de propaganda do Governo.

Nesse mundo triste e cinzento, o passado foi reescrito e uma nova língua, a “novilíngua” (ou “novafala” ou ainda “novidioma”), foi estabelecida para perturbar a população e, assim, controlá-la melhor. Setenta anos após sua publicação, “1984” ainda encanta os leitores. Especialmente os mais novos, imersos nas redes sociais.

O livro atrai ainda mais porque faz parte de um interesse público mais amplo em distopias, aquelas ficções que imaginam um futuro sombrio, como a série de sucesso “O Conto de Aia” ou “Black Mirror”, os filmes “Jogos Vorazes” e a trilogia “Divergente”.

Em sete décadas, o livro nunca desapareceu das livrarias, tendo sido traduzido para mais de 70 línguas e teve milhões de cópias vendidas pelo mundo. A leitura de “1984” mostra semelhanças perturbadoras, nos colocando em evidência diante das grandes crises e problemas do mundo contemporâneo.



Estudante de Letras, futuro revisor, ávido leitor, amante da língua portuguesa e apaixonado música e cinema.

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