Saiba mais sobre a balanite xerótica obliterante, conhecida como o “vitiligo do pênis”

Saiba mais sobre a balanite xerótica obliterante, conhecida como o “vitiligo do pênis”

Também chamada de líquen escleroatrófico peniano, a balanite xerótica obliterante é uma doença inflamatória crônica e progressiva, que é capaz de comprometer a glande (cabeça do pênis), o prepúcio (pele sobre a glande), o meato uretral e todo o comprimento da uretra que fica em contiguidade com a haste peniana (ou apenas uretra anterior).

Um dos sintomas iniciais são as manchas esbranquiçadas, principalmente na glande, daí o apelido de “vitiligo do pênis”. O Dr. Luiz Augusto Westin, especialista em urologia reconstrutora, explica que “Essas alterações podem parecer inocentes, mas com o tempo as manchas assumem características esclerosantes, afetando a elasticidade da pele, fazendo com que ela fique com aspecto endurecido”.

Se chegar a comprometer o meato uretral ou a uretra anterior, sintomas urinários obstrutivos como jato fino, sensação de esvaziamento vesical incompleto e esforço miccional começam a incomodar o paciente, que deve ficar atento e procurar um médico, já que costuma-se confundir essas alterações com sintomas de doenças de origem prostática.

Diagnóstico e tratamento da balanite xerótica obliterante

O exame clínico será o responsável por diagnosticar a balanite xerótica obliterante. Em alguns casos, uma biópsia será necessária. É de extrema importância que a doença seja detectada corretamente, já que ela é um fator de risco conhecido para o câncer de pênis.

O principal objetivo do tratamento é a recuperação máxima do pênis, tanto no quesito estético quanto de funcionalidade.

“Os tratamentos variam de acordo com a fase em que se encontra a doença. Nos períodos iniciais, são utilizados cremes de testosterona e/ou corticoesteroides. Nos estágios tardios, quando já há algum comprometimento esclerótico da pele, cirurgias reconstrutoras genitais mais simples, como postectomia, ou procedimentos mais complexos com enxertos podem ser indicados”, explica o Dr. Luiz.

Uma abertura cirúrgica resolve os casos em que há comprometimento do meato. Entretanto, quando há alteração no meato, deve-se investigar, também, a uretra anterior. Caso ela seja afetada, procedimentos complexos, com a utilização de enxertos, são necessários.

0