Entenda mais sobre a alergia a cosméticos

A história do uso de cosméticos é rica e antecede a história escrita, ao longo dos séculos e civilizações, que começam com os ancestrais egípcios usando seus recursos naturais para criar uma vasta linha de produtos, como óleos perfumados, cremes, tintas para os lábios e delineadores. Hoje, os cosméticos são usados mundialmente e criaram uma indústria multibilionária.

O termo “cosmético” tem uma larga definição e inclui produtos de uso pessoal, tinturas e alisadores capilares, hidratantes, maquiagem, esmaltes de unhas, desodorantes, depiladores e filtros solares.

Reações adversas causadas pela alergia a cosméticos

”Os cosméticos modernos são seguros e reações adversas são raras devido ao grande investimento na segurança, qualidade, controle e testes dos produtos. Estima-se que as reações adversas aos cosméticos ocorrem uma vez a cada 13,3 anos, por pessoa. Também é mais frequente em mulheres”, afirma a Dra. Priscilla Filippo, alergista no Rio de Janeiro.

É difícil estimar a frequência de reações adversas causada pela alergia a cosméticos e sua prevalência é subestimada devido à maioria das pessoas não procurar atendimento médico e simplesmente descontinuam o uso do produto suspeito de ter desencadeado a reação.

Tipos de reações

Existem vários tipos de reações aos cosméticos. A maioria das reações adversas são irritativas (coceira, queimação, sensação de “picadas” logo após o uso do cosmético). Entretanto, reações alérgicas podem ocorrer: coceira intensa, fotossensibilização, vermelhidão, vesículas (bolinhas com água), exsudação (vesículas se rompem e sai o líquido), descamação e crostas (mesmo tendo usado estes produtos anteriormente).

Os produtos para a pele são responsáveis pela maioria dos casos de reações adversas aos cosméticos, seguidos pelos produtos de cabelos ou unhas. Os alérgenos responsáveis mais comuns pelas reações são as fragrâncias e os conservantes.

O que fazer?

O paciente deve procurar o médico alergista para ser avaliado pela história, exame físico e teste de contato, tentando identificar a substância causadora, prevenindo assim a recidiva das lesões. O teste de contato pode ser feito com a bateria padrão e cosméticos.

Outra opção é o uso de produtos hipoalergênicos, que raramente causam alergia, porém mesmo assim algumas pessoas podem reagir.

Referências:
1) Park M. et al. Allergic contact dermatites to cosmetics. Dermatol. Clin. 32 (2014):1-11
2) Alani JI. et al. Allergy to cosmetics: a literature review. Dermatitis. 2013 nov-dec;24(6):283-90

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